
O deputado federal Luciano Bivar (MDB-PE) participou, na segunda-feira (20/7), da convenção da Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, em Recife. Confirmado como primeiro suplente do senador Humberto Costa (PT), que disputará a reeleição, o parlamentar acompanhou as manifestações de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante o evento.
A presença de Bivar chamou atenção por sua trajetória política recente. Ex-presidente do PSL, ele comandava o partido que abrigou a candidatura presidencial de Jair Bolsonaro em 2018, quando a legenda teve forte crescimento e se tornou uma das maiores bancadas da Câmara dos Deputados.
Aliança marca mudança de posicionamento político
Durante a convenção, também foram oficializadas as candidaturas proporcionais e a composição da chapa majoritária da federação em Pernambuco. Com a definição, Luciano Bivar passa a ocupar a posição de suplente de Humberto Costa. Caso o senador seja reeleito e deixe o cargo por qualquer motivo, o deputado assumirá a vaga no Senado.
Nos últimos anos, Bivar tem afirmado manter diálogo com diferentes correntes políticas e explicou sua saída do União Brasil, partido originado da fusão entre PSL e DEM, como uma forma de se afastar do que classificou como projetos de ruptura institucional. Posteriormente, filiou-se ao MDB.
Rompimento com Bolsonaro ocorreu em 2019
A relação entre Luciano Bivar e Jair Bolsonaro começou durante a campanha presidencial de 2018, quando o então presidente do PSL viabilizou a candidatura do ex-presidente pela legenda. A parceria, no entanto, chegou ao fim menos de um ano depois.
Em 2019, divergências sobre o comando do partido e a administração de seus recursos provocaram um rompimento público. Na época, Bolsonaro afirmou que Bivar estava “queimado” politicamente, dando início a uma troca de acusações que culminou na saída do então presidente da República do PSL e consolidou o afastamento entre os dois líderes.
Com informações de Metrópoles







