
O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a cobrar, nesta quarta-feira (7/10), que Flávio Bolsonaro (PL) apoie a proposta de redução da jornada de trabalho em discussão no Senado. Lula também criticou a alternativa defendida pelo adversário para substituir as regras previstas na PEC.
Durante reunião com parlamentares, o presidente desafiou Flávio a votar favoravelmente à proposta e a orientar a bancada do PL a fazer o mesmo.
Lula também rejeitou a ideia defendida pelo candidato do PL de ampliar a negociação direta entre trabalhadores e empregadores sobre jornadas e escalas. Segundo o presidente, existe uma desigualdade de poder nessa negociação que poderia colocar o empregado em desvantagem.
Flávio, por outro lado, afirma ser favorável a mais tempo de descanso para os trabalhadores, mas considera que a mudança proposta pela PEC pode gerar impactos sobre emprego, renda e custos das empresas. O senador também acusa o governo de acelerar a discussão durante o período eleitoral.
Segurança pública também entra no debate
Na reunião, Lula mencionou ainda a PEC da Segurança Pública, outra proposta considerada prioritária pelo governo e em tramitação no Congresso.
O presidente defendeu maior participação da União no enfrentamento ao crime organizado e voltou a afirmar que pretende criar um Ministério da Segurança Pública caso a proposta avance.
As declarações ocorrem enquanto governo e oposição intensificam a disputa em torno da redução da jornada de trabalho. A PEC ganhou espaço na campanha presidencial e passou a ser um dos principais pontos de divergência entre Lula e Flávio Bolsonaro no segundo turno.
Com informações de Metrópoles







