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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu o Mercosul nesta quinta-feira (2) após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmar, em documento enviado ao governo dos Estados Unidos, que o Brasil deveria buscar formas de “se libertar das amarras” do bloco para negociar diretamente com os norte-americanos.

Em publicação nas redes sociais, Lula classificou a proposta como um ataque aos interesses do país e destacou a importância do Mercosul para a economia brasileira e para a integração regional.

“Defender o fim do Mercosul, o bloco econômico mais importante da América Latina e que acaba de firmar um acordo histórico com a União Europeia, é outro ataque ao interesse do povo brasileiro”, escreveu o presidente.

Lula rebate documento enviado por Flávio aos Estados Unidos

O posicionamento do presidente ocorre após Flávio Bolsonaro encaminhar um ofício ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), defendendo a flexibilização das regras do Mercosul para permitir acordos comerciais bilaterais entre Brasil e Estados Unidos.

No documento, o senador afirma que o bloco sul-americano limitou, ao longo dos anos, a possibilidade de governos brasileiros negociarem diretamente com os norte-americanos. Ele também cita o presidente da Argentina, Javier Milei, como exemplo de liderança que pretende discutir mudanças na estrutura do Mercosul.

Lula também criticou o envio do documento ao governo dos Estados Unidos, afirmando ser “inaceitável” que integrantes da família Bolsonaro defendam medidas que, segundo ele, submetam o Brasil a interesses estrangeiros.

O presidente ainda rebateu o pedido feito por Flávio para que os Estados Unidos adiem a aplicação de tarifas sobre produtos brasileiros até depois das eleições. Segundo Lula, não existe justificativa para a adoção das medidas, independentemente do período em que sejam implementadas.

Além disso, o chefe do Executivo afirmou que o Brasil continuará mantendo relações internacionais “de igual para igual” com qualquer país.

Presidente também defende o Pix

Lula também respondeu às propostas apresentadas por Flávio Bolsonaro sobre o sistema de pagamentos brasileiro.

Embora o senador tenha defendido que o Pix não seja alvo de sanções comerciais, ele sugeriu reduzir a carga tributária e regulatória sobre empresas de cartões de crédito e outros meios privados de pagamento.

Em resposta, o presidente afirmou que o Pix representa uma conquista do Brasil e declarou que o governo não permitirá que o sistema fique sujeito a interesses estrangeiros.

Ao encerrar sua manifestação, Lula reforçou que “a soberania é inegociável” e concluiu dizendo que “o Brasil é dos brasileiros”.

Com informações de Metrópoles

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