Aline Massuca/ Metrópoles

Na manhã desta segunda-feira (20/04), Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, entregou-se à Polícia Civil na 34ª DP (Bangu), na Zona Oeste do Rio. A rendição ocorre após o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decretar novamente sua prisão preventiva na última sexta-feira (17).

Monique é ré por participação no homicídio do filho, morto aos 4 anos em março de 2021. A decisão de Gilmar Mendes atende a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) e a um recurso protocolado por Leniel Borel, pai da criança, que contestava a liberdade da ex-esposa.

Monique estava em liberdade desde março deste ano. A soltura havia ocorrido após o adiamento do júri popular para o dia 25 de maio, motivado pelo abandono do plenário pela defesa de Jairo Souza Santos Júnior, o “Dr. Jairinho”, padrasto de Henry e também réu no processo.

Relembre o crime que chocou o país

Henry Borel morreu no dia 8 de março de 2021, no apartamento onde vivia com a mãe e o padrasto, na Barra da Tijuca. Na ocasião, o casal alegou que a criança teria sofrido um acidente doméstico e sido encontrada desacordada.

Entretanto, as investigações e o laudo do Instituto Médico-Legal (IML) desmentiram a versão de queda:

  • Causa da morte: Hemorragia interna e laceração hepática provocadas por ação violenta.

  • Evidências: O corpo da criança apresentava 23 lesões, incompatíveis com um acidente doméstico.

Enquanto a defesa dos réus sustenta inocência, Monique retorna ao sistema prisional para aguardar o julgamento, que deve definir o desfecho de um dos crimes mais brutais da história recente do Brasil.

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