
O vice-prefeito de Presidente Figueiredo e pré-candidato a deputado estadual, Marcelo Palhano (AGIR), fez duras críticas à atuação de parlamentares estaduais ao comentar a situação da comunidade indígena Vendaval, da etnia Tikuna, localizada no Alto Solimões. As declarações foram dadas durante entrevista ao programa De Cara com o Fato, exibido na noite da última quarta-feira (4) pelo site Fato Amazônico.
Sem citar nomes, Palhano afirmou que falta compromisso efetivo de parte dos deputados com as demandas básicas das comunidades, como acesso à energia elétrica, mesmo diante dos altos valores disponíveis em emendas parlamentares.
Segundo o vice-prefeito, muitos políticos só se aproximam da população em períodos eleitorais, mas se afastam durante o mandato. Para ele, esse comportamento tem cansado o eleitorado.
“O povo quer gente de verdade, quer deputado que seja a voz dele. Não dá mais para aceitar esse silêncio depois da eleição”, declarou.
Mineração e expectativa de crescimento
Durante a entrevista, Palhano também falou sobre os investimentos previstos por um grupo chinês no setor mineral do município e revelou que a gestão local já iniciou diálogo com as empresas. De acordo com ele, o prefeito Fernando Vieira tem colocado o tema como prioridade, defendendo que a exploração mineral venha acompanhada de retorno social para a cidade.
Ele destacou que Presidente Figueiredo reúne minerais estratégicos e que a prefeitura passou a cobrar contrapartidas, prática já comum em outros estados. A expectativa, segundo Palhano, é de aumento da arrecadação e maior participação das empresas em projetos sociais, sem abrir mão da preservação ambiental e do fortalecimento do turismo.
Investimentos anunciados
O debate ganhou força após a Mineração Taboca anunciar um plano de investimentos de US$ 100 milhões até 2028, voltado à ampliação da produção e modernização das operações da Mina de Pitinga, localizada em Presidente Figueiredo. O aporte ocorre após a China Nonferrous Trade Co. Ltda. assumir a gestão da mineradora.
O projeto prevê recursos para pesquisa mineral, atualização das plantas de beneficiamento e modernização das fundições, além de investimentos em sustentabilidade e ações de ESG. A expectativa é de geração de empregos, fortalecimento da economia regional e aumento da participação do Amazonas na cadeia global de minerais críticos.
Para Palhano, o momento representa uma oportunidade histórica para o município, desde que o crescimento econômico venha acompanhado de responsabilidade social e respeito às comunidades locais.







