Produção de ônibus na fábrica da Marcopolo no sul do Brasil • Trabalhador opera na linha de produção de carrocerias de ônibus na fábrica da Marcopolo, uma das maiores fabricantes de ônibus do mundo, com operações em vários continentes, em Caxias do Sul, Brasil, em 25 de março de 2026 REUTERS/Diego Vara

A Marcopolo espera ver uma retomada da demanda ​no mercado argentino em 2027 ​devido à necessidade de renovação da frota apoiada pela transição do diesel para o gás, disse o presidente executivo, André Armaganijan, durante apresentação da empresa a investidores nesta quarta-feira (9).

Segundo o executivo e sua equipe, a Argentina é um mercado que, desde 2018, ⁠não renova sua ​frota no ritmo necessário, mas que agora dá sinais ​de estabilização econômica.

O mercado argentino gerou receita líquida de R$ 875,4 ⁠milhões para o grupo em ⁠2025. No primeiro semestre de 2026, as vendas ​somaram ‌apenas R$ 212,1 milhões.

Armaganijan também apontou o México como uma oportunidade ⁠para renovação de frotas, em meio às dúvidas e incertezas provocadas pelas tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos.

Já a Austrália deverá ‌apresentar desempenho ⁠estável em ‌2027, acrescentou o executivo.

A companhia desembacará na Europa ainda neste mês, onde deve apresentar o novo modelo G8 Tec em ⁠Madrid, na Espanha.

A entrada no ⁠continente ocorrerá inicialmente por Espanha, França, Itália e Portugal.

O presidente-executivo afirmou que ‌a forte concorrência entre fabricantes chineses e europeus levou ao fechamento de fábricas de carrocerias na Europa.

“Isso fez com que a oferta de carrocerias nesses mercados ficasse muito reduzida e ‌abriu uma janela de oportunidade gigantesca,” disse.

No mercado brasileiro, o diretor financeiro, Pablo Motta, afirmou que a Marcopolo deverá ⁠ter uma “oportunidade importante” no segmento de ônibus urbanos, provavelmente a partir de 2027, diante de um novo ciclo de concessões e ​da reorganização dos sistemas de transporte público em grandes cidades, como ​Curitiba e Rio de Janeiro.

A ação preferencial da Marcopolo recuava 2,5% nesta quarta-feira, a R$ 4,20. No ano, o papel acumula desvalorização de mais de 20%.

Com informações da CNN Brasil.

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