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O malandro e adorável Tony está de volta às telonas em Um Tio Quase Perfeito 3, que chega aos cinemas nesta quinta-feira (8/10). Para Marcus Majella, protagonista do filme dirigido por Pedro Antonio, a principal transformação do personagem ao longo dos quase 10 anos de intervalo entre o primeiro e o segundo longa foi influenciada por uma experiência dolorosa vivida pelo próprio ator: a perda do amigo Paulo Gustavo.

“O que mais mudou [nos 10 anos como Tony] foi a saúde. O Paulo me incentiva muito a emagrecer, não só pelo lado estético, mas para ter saúde, para ter força física, para viver. Depois de tudo, eu corri atrás disso e falei: ‘Cara, eu não quero ser um quarentão problemático. Quero ter fôlego’”, contou Majella.

Desde o primeiro filme, lançado em 2017, Majella perdeu 35 quilos após um longo processo de tratamento: “O lance da obesidade é sério e tenho certeza de que PG [apelido de Paulo Gustavo], onde estiver, está feliz com o que me tornei. Era assim que ele queria que eu ficasse”.

Além de Paulo Gustavo, que morreu em 2021 vítima da Covid-19, o filme também perdeu Eduardo Galvão em 2020, aos 58 anos. O ator também foi vítima de complicações do coronavírus. “É uma sensação de que a vida continua. A gente está seguindo, a gente está trazendo alegria, entretenimento, emoção, reflexão. Fazer um terceiro filme de uma franquia ajuda a continuar trabalhando”, disse Pedro, diretor da franquia.

A bebê Alice é de verdade?

No terceiro filme, Tony (Majella) lida com uma casa vazia após os sobrinhos crescerem e fazerem planos de férias longe dele. Tudo muda quando a bebê Alice (Maria Eduarda Rodrigues) é deixada na porta de sua casa. Entre trocas de fraldas, noites sem dormir e confusões, Tony conta com a ajuda dos sobrinhos, da mãe Cecília (Ana Lucia Torre), da irmã Angela (Leticia Isnard) e do cunhado Beto (Danton Mello).

Pedro e Marcus deixam claro que “99% das cenas” foram gravadas com uma bebê de verdade. Eles contam que a equipe de produção enfrentou perrengues com as gravações para manter o conforto da pequena Maria Eduarda.

“A gente passou o maior perrengue, porque é um bebezinho mesmo. Linda, simpática, talentosa. Mas tudo o que o bebê quer é ficar com a mamãe, ela não quer trabalhar. Enquanto a gente queria trabalhar, ela queria curtir a vida. A gente tinha toda uma estrutura em torno dela. Ficávamos horas esperando ela acalmar para gravar cinco minutos”, contou Majella. As informações são de Metrópoles.

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