A pré-candidata ao Governo do Amazonas, Maria do Carmo (PL), negou qualquer envolvimento nas articulações para a eleição indireta que definirá o comando do Estado e fez duras críticas às negociações realizadas nos bastidores, afirmando que não aceita decisões “feitas em gabinete” sem participação popular.

Em meio ao cenário de indefinição política no Amazonas, a disputa indireta pelo governo estadual passou a ser alvo de críticas da pré-candidata Maria do Carmo, que adotou um tom firme ao se posicionar contra o que classificou como movimentações restritas a poucos atores políticos.

A declaração foi feita após a circulação de informações que associavam seu nome a possíveis acordos dentro da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas. A pré-candidata reagiu e negou qualquer tipo de participação nessas negociações, classificando as informações como falsas.

Segundo Maria do Carmo, o atual processo levanta questionamentos sobre a condução política no Estado, especialmente após a renúncia do vice-governador, o que abriu espaço para que a definição do comando estadual ocorra por meio da Assembleia.

Na avaliação dela, esse modelo acaba concentrando decisões nas mãos de um grupo reduzido, afastando o processo do debate popular. A pré-candidata também criticou o uso estratégico da estrutura estatal no contexto da eleição indireta, sugerindo que o controle da máquina pública pode influenciar diretamente o cenário eleitoral futuro.

Ao reforçar sua posição, Maria do Carmo destacou que sua pré-candidatura segue baseada no crescimento junto ao eleitorado e na rejeição ao que chama de práticas da “velha política”. Ela reiterou que não participará de acordos internos e que sua atuação seguirá alinhada ao discurso de mudança.

Por fim, a pré-candidata afirmou que a decisão sobre o futuro político do Amazonas deve partir da população, e não de articulações institucionais restritas, reforçando o discurso de que o momento exige renovação no comando do Estado.

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