
A vitória de virada por 2 a 1 sobre a Inglaterra, na semifinal disputada no MetLife Stadium, carregou um forte significado histórico para os argentinos, reacendendo a tradicional rivalidade entre as duas seleções. Após o apito final, Lionel Messi dedicou a classificação ao maior ídolo da história do futebol argentino, Diego Maradona, falecido em novembro de 2025.
Em entrevista à emissora argentina TyC Sports, o camisa 10 afirmou que Maradona certamente estaria comemorando o resultado e destacou que a vitória também foi uma homenagem ao ex-jogador, protagonista de um dos capítulos mais marcantes da história das Copas do Mundo.
“Certamente o Diego lá de cima está gostando muito disso. Poder dar essa alegria a ele, que ele viva como quiser lá de cima e que ele desfrute. É um presente para ele também”, declarou Messi.
O duelo entre Argentina e Inglaterra sempre desperta enorme expectativa em razão da rivalidade construída ao longo das últimas décadas. Além da histórica Guerra das Malvinas, travada em 1982 entre Argentina e Reino Unido pela soberania do arquipélago no Atlântico Sul, os confrontos entre as duas seleções ficaram eternizados na Copa do Mundo de 1986.
Naquele Mundial, disputado no México, Diego Maradona protagonizou uma das atuações mais emblemáticas da história do futebol. Nas quartas de final, marcou dois dos gols mais famosos de todos os tempos: o polêmico lance conhecido como “A Mão de Deus”, em que balançou as redes utilizando a mão sem que a arbitragem percebesse a irregularidade, e, poucos minutos depois, o chamado “Gol do Século”, quando atravessou praticamente todo o campo driblando cinco jogadores ingleses antes de marcar. A Argentina venceu por 2 a 1 e seguiu até conquistar o título mundial.
Quatro décadas depois, a seleção argentina voltou a eliminar a Inglaterra em uma Copa do Mundo. Embora o contexto fosse diferente, o confronto ganhou contornos simbólicos para os torcedores argentinos, principalmente por acontecer poucos meses após a morte de Maradona.
Dentro de campo, Lionel Messi foi novamente o principal destaque da equipe comandada por Lionel Scaloni. Aos 39 anos, o craque mostrou mais uma vez sua capacidade de decidir partidas importantes ao participar diretamente dos dois gols da classificação.
O camisa 10 distribuiu as assistências para Enzo Fernández e Lautaro Martínez balançarem as redes, conduzindo a Albiceleste à segunda final consecutiva de Copa do Mundo. Com o desempenho diante dos ingleses, Messi também ampliou seus números históricos no torneio e assumiu a liderança da disputa pela Chuteira de Ouro da competição.
Após o encerramento da partida, o atacante foi carregado pelos companheiros diante da torcida argentina, em uma das imagens mais marcantes da semifinal. A comemoração simbolizou a importância do capitão para a equipe e reforçou sua condição de principal referência técnica e emocional da seleção.
Agora, a Argentina volta suas atenções para a grande decisão. No próximo domingo (19), às 16h (horário de Brasília), os argentinos enfrentam a Espanha na final da Copa do Mundo de 2026, novamente no MetLife Stadium, em Nova Jersey.
A Albiceleste busca conquistar seu quarto título mundial e manter a hegemonia iniciada com a conquista da Copa anterior. Do outro lado, a seleção espanhola tentará levantar sua segunda taça da história, depois de eliminar a França na semifinal.
A decisão coloca frente a frente duas das seleções que apresentaram o futebol mais consistente ao longo do torneio e promete reunir alguns dos principais nomes da nova geração do futebol mundial. Para Messi, a final representa mais uma oportunidade de ampliar uma trajetória já considerada histórica e, quem sabe, encerrar sua carreira em Copas do Mundo com mais um título vestindo a camisa da Argentina.







