Durante visita ao Centro Integrado de Proteção à Criança e ao Adolescente (Ciaca), em Manaus, a primeira-dama do Amazonas, Thaisa Cidade, conversa com a ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Janine Mello. Thaisa defendeu o fortalecimento e o avanço da rede integrada de proteção às crianças e aos adolescentes no estado

A ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Janine Mello, classificou o modelo adotado pelo Centro Integrado de Proteção à Criança e ao Adolescente (Ciaca), em Manaus, como uma experiência de “sucesso” que precisa ser ampliada. A declaração foi feita nesta quinta-feira (13), durante visita à unidade, ao lado da primeira-dama do Amazonas, Thaisa Cidade, que defendeu novos avanços na rede de proteção à infância e adolescência.

Inaugurado em outubro de 2025, o Ciaca registrou, até maio deste ano, mais de 28 mil atendimentos e reúne em um único espaço diferentes órgãos e serviços destinados ao acolhimento de crianças e adolescentes vítimas de violações de direitos. Segundo o Governo do Amazonas, é o primeiro equipamento desse tipo no país com gestão estadual plena.

Durante a agenda, Thaisa representou o governador Roberto Cidade e acompanhou a ministra ao lado da secretária de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc), Jussara Pedrosa.

Janine Mello afirmou ter encontrado resultados positivos no Amazonas e destacou que a concentração dos serviços em um mesmo local pode melhorar o atendimento às vítimas.

“Esse modelo do Centro de Atendimento Integrado é um modelo que é entendido como um modelo de sucesso e um modelo ideal que precisa ser ampliado, porque consegue concentrar diferentes serviços para atender as nossas crianças e adolescentes que sofrem algum tipo de violação”, afirmou.

A ministra também sinalizou a intenção do Governo Federal de fortalecer a cooperação com o Estado.

“Estamos muito felizes com o resultado que encontramos aqui no Amazonas. Temos uma parceria com o Governo do Amazonas e queremos aprimorar essa parceria e garantir qualidade no atendimento”, acrescentou Janine.

Thaisa Cidade defende avanço da rede

Ao conhecer os fluxos de atendimento e a atuação dos órgãos instalados no centro, Thaisa Cidade destacou que a integração é um dos principais pontos do modelo e afirmou que a estrutura precisa continuar avançando.

“O fato de o Centro Integrado estar trabalhando de uma maneira tão resolutiva é porque o Governo do Amazonas tem fortalecido essa causa, juntamente com todos os órgãos que fazem um trabalho de excelência”, declarou.

A primeira-dama ressaltou ainda a importância de evitar que crianças, adolescentes e suas famílias tenham de percorrer diferentes órgãos para conseguir atendimento.

“Aqui nós realizamos esse acolhimento dessas crianças e adolescentes. É muito importante ter uma rede que esteja totalmente conectada em um só lugar, e eu acredito que precisamos avançar ainda mais”, disse Thaisa.

Governo quer levar modelo ao interior

A expansão da estrutura para municípios do interior também entrou na pauta da visita. A secretária da Sejusc, Jussara Pedrosa, afirmou que a intenção é ampliar a presença desse modelo de atendimento para além de Manaus.

“A ideia é que nós possamos ampliar esses centros para o interior, porque o intuito é proteger o estado do Amazonas como um todo e nós estamos trabalhando para avançar nesse sentido”, afirmou.

O Ciaca foi estruturado para concentrar serviços da rede de proteção e reduzir a necessidade de deslocamentos de crianças, adolescentes, familiares e testemunhas entre diferentes instituições. Os atendimentos são articulados com os órgãos que integram o Sistema de Garantia de Direitos (SGD).

Entre as estruturas disponíveis está o Espaço de Cidadania. Até maio de 2026, o serviço havia viabilizado a emissão de mais de mil novas Carteiras de Identidade Nacional (CIN) para crianças, adolescentes e familiares diretos.

O centro resulta da articulação entre instituições da rede de proteção, entre elas o Ministério Público do Trabalho (MPT), o Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cedca) e o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, por meio de convênio com a Sejusc.

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