
A mulher de 37 anos presa após fingir ser uma adolescente de 12 anos em Santa Catarina também aplicou o mesmo golpe em pelo menos quatro cidades de Minas Gerais. Identificada como Amanda Maria Souza de Oliveira, ela possui uma extensa ficha policial e é investigada por utilizar identidades falsas para obter abrigo, alimentação, atendimento médico e acolhimento de famílias e instituições.
Segundo registros policiais, Amanda costumava se apresentar com nomes fictícios, como “Ana Clara” e “Ana Caroline”, alegando ser uma adolescente em situação de vulnerabilidade que havia fugido de familiares abusivos.
Com a história, conseguia sensibilizar organizações sociais, igrejas e famílias, que ofereciam apoio e acolhimento.
Casos registrados em Minas Gerais
O primeiro registro em Minas Gerais ocorreu em 2017, em Belo Horizonte, quando Amanda procurou ajuda junto ao Projeto Compaixão, entidade voltada ao atendimento de pessoas em situação de vulnerabilidade.
No ano seguinte, ela voltou a utilizar o mesmo método em um abrigo na cidade de Bom Despacho.
Em 2022, foi descoberta e presa em Três Corações após uma conselheira tutelar desconfiar da versão apresentada pela suposta adolescente.
Já em 2024, Amanda voltou a ser detida em Montes Claros. Na ocasião, segundo informações registradas em boletim de ocorrência, ela admitiu aos policiais militares que tinha o “costume de mentir” e reconheceu a prática dos golpes.
Golpes em vários estados
Além de Minas Gerais e Santa Catarina, Amanda também teria aplicado o mesmo esquema em diversos outros estados brasileiros.
De acordo com as investigações, ela já foi condenada por crimes como falsidade ideológica e estelionato em estados como Goiás. Apesar das condenações, ainda não teria cumprido as penas determinadas pela Justiça.
O caso voltou a ganhar repercussão nacional após a prisão da suspeita em Joinville (SC), onde ela teria sido acolhida por uma família ao se apresentar como uma adolescente que precisava de ajuda.







