Pedrinho é o presidente do Vasco (Foto: Dikran Sahagian/Vasco)

As negociações entre o Vasco e o empresário Marcos Faria Lamacchia seguem avançando e caminham para um desfecho positivo. Desde que as conversas vieram a público, em dezembro de 2025, as partes intensificaram os contatos e já discutem etapas que vão além do acordo de confidencialidade (NDA) assinado inicialmente.

Filho de José Lamacchia, proprietário da Crefisa, e herdeiro da família fundadora do antigo Banco Real por parte de mãe, Marcos Lamacchia desponta como o principal candidato a assumir o controle da SAF vascaína. Aos 47 anos, o empresário mantém reuniões frequentes com representantes do clube em um processo marcado pelo alinhamento de interesses entre as partes.

O próximo passo nas tratativas é a assinatura de um Memorando de Entendimento (MoU), documento preliminar que formaliza a intenção de concretizar o negócio e estabelece diretrizes para a negociação antes da assinatura definitiva dos contratos.

Com a formalização do memorando, existe a possibilidade de um primeiro aporte financeiro ocorrer ainda durante a atual janela de transferências. O objetivo é reforçar o elenco e iniciar investimentos considerados estratégicos para o departamento de futebol.

Após a assinatura do MoU, o Vasco deverá comunicar oficialmente seus conselheiros sobre o andamento das negociações. Em seguida, será convocada uma Assembleia Geral para que os sócios avaliem a proposta de venda da SAF. Caso a operação seja aprovada, o processo seguirá para um leilão, etapa prevista na legislação, na qual Marcos Lamacchia terá prioridade para exercer o direito de compra.

Outro ponto importante envolve os 31% das ações atualmente vinculadas à A-CAP. O caso permanece em arbitragem após a crise envolvendo a 777 Partners. Internamente, o clube mantém a expectativa de que a Justiça reconheça que essas ações devem retornar ao Vasco em razão da gestão considerada temerária da antiga controladora.

Como o processo arbitral pode se prolongar, a diretoria também negocia diretamente com a A-CAP uma possível aquisição dessas ações. A medida é vista como uma forma de acelerar a entrada do novo investidor e reduzir os impactos da indefinição jurídica.

Embora ainda não exista um prazo oficial para a conclusão de todas as etapas, o ambiente nos bastidores é de otimismo. Vasco e Marcos Lamacchia compartilham o objetivo de finalizar a operação ainda em 2026, abrindo caminho para novos investimentos no futebol e na estrutura do clube nos próximos anos.

Com informações de Metrópoles

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