Lara Abreu / Arte Metrópoles

Os Estados Unidos passaram a aplicar, nesta sexta-feira (24/7), uma nova tarifa adicional de 12,5% sobre milhares de produtos brasileiros. Para a maior parte dos itens atingidos, a medida será somada à sobretaxa de 25% anunciada anteriormente, elevando a tributação extra para até 37,5% na entrada do mercado norte-americano.

A nova cobrança foi adotada após investigação conduzida pelo governo dos Estados Unidos com base na Seção 301 do Trade Act de 1974, que aponta supostas falhas do Brasil no combate ao trabalho forçado em determinadas cadeias produtivas. Segundo a Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil), cerca de 3 mil produtos, equivalentes a US$ 12,5 bilhões em exportações anuais, serão afetados.

Etanol está entre os principais produtos atingidos

Entre os itens que passam a enfrentar a tributação acumulada estão etanol, máquinas agrícolas e de mineração, transformadores elétricos, calçados, móveis de madeira, vestuário, equipamentos eletrônicos e rochas ornamentais. O etanol brasileiro figura entre os produtos mais impactados, já que foi incluído nas duas investigações e não integra a lista de exceções, passando a enfrentar uma sobretaxa total de 37,5%.

Por outro lado, permanecem isentos das novas tarifas produtos considerados estratégicos para os Estados Unidos, como aeronaves civis e componentes aeronáuticos, além de determinados produtos de aço e alumínio, materiais informativos, doações humanitárias e alguns itens agrícolas.

Segundo dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI), as exportações brasileiras para os Estados Unidos já apresentam retração desde a adoção das primeiras medidas tarifárias. O governo brasileiro informou que pretende acionar os mecanismos previstos na Lei da Reciprocidade e levar o caso à Organização Mundial do Comércio (OMC), contestando as medidas adotadas por Washington.

Com informações de Metrópoles

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