A segundo-tenente da Marinha do Brasil Beatriz Fickert Santoro, de 33 anos, foi encontrada morta na quinta-feira (24) dentro de um alojamento do Centro Tecnológico da Marinha, localizado na Cidade Universitária da USP, na zona Oeste de São Paulo.

Segundo o boletim de ocorrência, a oficial foi levada já sem vida ao Hospital Universitário da USP pela capitã de corveta Priscila Valente Fernandes, que informou ser médica da Marinha. A médica responsável pelo atendimento no hospital se recusou a emitir o registro do óbito porque Beatriz já teria chegado sem vida à unidade.

Corpo foi levado ao hospital antes da perícia

A Polícia Militar foi acionada por volta das 21h, após a médica do hospital se recusar a registrar o óbito. Conforme o boletim, o corpo apresentava sinais de que a morte poderia ter ocorrido havia algum tempo.

Os policiais, no entanto, não tiveram acesso ao alojamento onde a oficial teria sido encontrada. O registro aponta ainda que a retirada do corpo antes da realização dos procedimentos periciais pode ter alterado o local.

Diante da situação, a Polícia Civil registrou o caso como morte suspeita e apontou a necessidade de investigar as circunstâncias da morte e os acontecimentos posteriores à remoção do corpo.

PF e Marinha investigam o caso

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que as investigações serão conduzidas pela Polícia Federal e pela Marinha do Brasil.

O boletim de ocorrência menciona, em tese, a possibilidade de eventual fraude processual relacionada à alteração do local, mas não afirma que esse crime tenha sido comprovado. Até o momento, as autoridades não divulgaram a causa da morte.

Em nota, a Marinha confirmou a morte da segundo-tenente e afirmou que as causas e circunstâncias do caso estão sendo apuradas pelas autoridades competentes.

Quem era Beatriz Fickert Santoro

Beatriz era engenheira mecânica e trabalhava no Centro de Pesquisas da Marinha, instalado dentro da Cidade Universitária da USP.

Segundo informações do registro da ocorrência, ela iniciou o curso de formação de oficiais da Marinha em agosto de 2024 e passou a atuar na corporação em dezembro daquele ano. Antes de ingressar na instituição, havia trabalhado com vendas e desenvolvimento de projetos no setor de energia.

A oficial era casada com Gadu Figueiredo, de 30 anos, bombeiro civil. Os dois haviam se casado em março deste ano.

Sepultamento ocorreu em Mogi das Cruzes

O corpo de Beatriz foi sepultado na manhã deste sábado (26), em Mogi das Cruzes, na Região Metropolitana de São Paulo. Segundo comunicado divulgado pela mãe da oficial, Soraia Fickert, o sepultamento ocorreu às 10h30, no Cemitério da Saudade.

A Marinha informou que presta assistência social, psicológica e religiosa aos familiares e manifestou condolências aos parentes e amigos da oficial.

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