Homem caminha com um guarda-chuva em Amsterdã, na Holanda, durante a onda de calor que atinge o país, enquanto é emitido um alerta de código vermelho • 26 de junho de 2026 REUTERS/Nicolas Economou

A intensa onda de calor que atingiu a Holanda na última semana provocou cerca de 480 mortes acima do esperado, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (2) pelas autoridades de saúde do país.

De acordo com o levantamento, o excesso de óbitos foi registrado entre os dias 22 e 28 de junho e atingiu principalmente pessoas com 80 anos ou mais, grupo considerado mais vulnerável aos efeitos das altas temperaturas.

As regiões sul e leste da Holanda concentraram a maior parte das mortes, justamente onde os termômetros registraram os índices mais elevados durante o período.

Temperaturas bateram recordes

Durante a onda de calor, o país registrou recordes históricos para o mês de junho, com temperaturas próximas de 40°C, situação considerada incomum para a região.

Especialistas apontam que o calor extremo aumentou significativamente os riscos para idosos e pessoas com problemas de saúde, elevando o número de mortes relacionadas ao fenômeno.

França também registrou aumento de mortes

A França também foi fortemente afetada pelo calor intenso. O governo francês informou anteriormente que foram contabilizadas pelo menos 1.000 mortes acima do esperado durante o mesmo período.

As autoridades francesas alertaram, no entanto, que o número definitivo de vítimas poderá ser ainda maior à medida que novos dados forem consolidados.

Maior onda de calor já registrada

Segundo cientistas, a onda de calor iniciada em 20 de junho foi a mais intensa já registrada na Europa, reforçando os alertas sobre os impactos das mudanças climáticas e da ocorrência cada vez mais frequente de eventos extremos no continente.

Artigo anteriorProfessora encontra lâmina de vidro em copo de água levado por aluno e caso é investigado em SP
Próximo artigoRenato Junior diz que subsídio ao transporte complementar dependerá do cumprimento de critérios técnicos