
A Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo deflagraram, nesta quinta-feira (28), a Operação Falsa Las Vegas para desarticular uma organização criminosa envolvida em plataformas de apostas ilegais e lavagem de dinheiro.
Na operação, são cumpridos 22 mandados de busca e outros cinco de prisão preventiva. A Justiça também determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 5,2 bilhões em bens e ativos financeiros ligados aos alvos da investigação e o sequestro de 76 imóveis.
As ações são conduzidas pela 3ª Delegacia de Fraudes Financeiras e Econômicas do Deic, em conjunto com o Gaepp (Grupo de Atuação Especial de Persecução Patrimonial).
De acordo com as investigações, os envolvidos mantinham plataformas de apostas e disfarçavam a ilegalidade das operações financeiras por meio de uma estrutura empresarial, aparentemente regular. A organização movimentava grandes quantias em dinheiro vivo, que eram pulverizadas em depósitos distribuídos entre diversas contas bancárias, para dificultar o rastreamento.
Durante a ação, foram apreendidos cadernos manuscritos, registros financeiros, documentos relacionados às plataformas investigadas e materiais para entender o funcionamento da quadrilha.
Além disso, foram identificados mecanismos utilizados para ampliar a circulação de valores, incluindo equipamentos e sistemas voltados ao processamento de pagamentos.
Entenda a estrutura criminosa
Os envolvidos na organização mantinham plataformas de apostas que ofereciam jogos proibidos no país, incluindo jogos conhecidos e disseminados nas redes sociais.
Havia uma divisão interna de funções entre os integrantes do grupo criminoso. Uma parte da organização atuava explorando os jogos ilegais, enquanto outros ficavam responsáveis pela parte financeira do esquema, coordenando repasse e distribuição do dinheiro e administrando as contas bancárias dos “laranjas”. As contas usadas eram, principalmente, de pessoas registradas como proprietárias de empresas.
Foram encontradas transações consideradas incompatíveis com as atividas declaradas e, segundo a investigação, existem indícios de conexões do esquema com pessoas ligadas ao crime organizado.
As investigações do caso seguem em andamento para identificar outros envolvidos e aprofundar o rastreamento da atividade financeira da organização criminosa.
Com informações da CNN Brasil.







