
O governo do Panamá decretou estado de emergência nacional neste sábado (10/10), após o terremoto de magnitude 7,2 registrado na sexta-feira (9/10). A medida foi oficializada por meio de resolução publicada no Diário Oficial do país.
De acordo com o Sistema Nacional de Proteção Civil (Sinaproc), o tremor deixou 27 pessoas feridas, com lesões leves e moderadas. Até o momento, não foram confirmadas mortes ou registros de desaparecidos.
O Instituto de Geociências da Universidade do Panamá revisou a magnitude do terremoto para 7,2, com profundidade de 4 quilômetros. O abalo sísmico ocorreu às 12h56, no horário local.
A declaração de emergência autoriza a utilização de até 100 milhões de balboas, equivalentes a US$ 100 milhões, para obras emergenciais e aquisição de bens e serviços destinados à recuperação das áreas atingidas. As contratações poderão ser realizadas até 31 de dezembro de 2026.
O governo também estabeleceu uma comissão interinstitucional para coordenar e fiscalizar a aplicação dos recursos.
Terremoto provoca danos e mobiliza equipes de emergência
Segundo o documento oficial, o terremoto provocou danos em residências, estabelecimentos comerciais, escolas, unidades de saúde, prédios públicos e privados, além de estradas e outras estruturas.
As províncias de Herrera, Los Santos, Veraguas e Coclé estão entre as regiões afetadas, com prejuízos à infraestrutura e aos serviços básicos.
A resolução determina o envio prioritário de equipes dos ministérios da Educação, Saúde e Obras Públicas para avaliar as condições de escolas, hospitais e vias nas localidades atingidas.
O Ministério da Economia e Finanças ficará responsável pela administração dos recursos, enquanto o Sinaproc coordenará o recebimento de assistência humanitária nacional e internacional.
As forças de segurança também participarão das operações de busca, resgate e distribuição de suprimentos às populações afetadas.
Com informações de Metrópoles







