
O papa Leão comemorou nesta terça-feira (16) o acordo provisório firmado entre Estados Unidos e Irã para encerrar a guerra regional no Oriente Médio. O pontífice afirmou esperar que o entendimento seja consolidado e represente o fim definitivo do conflito.
Ao comentar a previsão de formalização do acordo na próxima sexta-feira (19), o líder da Igreja Católica reagiu de forma positiva.
“Graças a Deus”, declarou o papa ao falar com jornalistas do lado de fora de sua residência em Castel Gandolfo, na Itália.
Defesa do diálogo
Durante a conversa, Leão destacou que ainda existem pontos pendentes nas negociações, mas ressaltou que o diálogo continua sendo o melhor caminho para solucionar divergências internacionais.
“Ainda haverá vários pontos a serem resolvidos, mas é sempre melhor fazê-lo por meio do diálogo, por meio de negociações, e não voltando à guerra”, afirmou.
O pontífice também manifestou esperança de que a trégua represente uma solução duradoura para a região.
“Espero que isso seja realmente uma solução para a guerra, que a guerra tenha realmente acabado e que possamos seguir em frente”, acrescentou.
Histórico de críticas ao conflito
Desde o início dos confrontos entre Estados Unidos, Israel e Irã, o papa vinha defendendo publicamente uma saída diplomática para a crise.
Menos de 24 horas após o início dos ataques contra o Irã, em 28 de fevereiro, Leão pediu que a comunidade internacional interrompesse a escalada militar.
Na ocasião, o pontífice alertou para o risco de uma “espiral de violência” que poderia se transformar em um “abismo irreparável”.
Ao longo dos meses seguintes, o líder religioso reiterou diversas vezes os apelos por negociações e pelo fim das hostilidades.
Atrito com Donald Trump
As manifestações do papa sobre a guerra provocaram reações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Em abril, após novas declarações do pontífice criticando ameaças relacionadas ao conflito, Trump publicou mensagens nas redes sociais demonstrando insatisfação com a postura do líder da Igreja Católica.
Entre as publicações, o presidente afirmou que não desejava um papa que criticasse o governo norte-americano e declarou não ser admirador de Leão.
O episódio ampliou a repercussão internacional das divergências entre o pontífice e o presidente dos Estados Unidos sobre a condução da crise no Oriente Médio.
Apesar das críticas, o papa manteve sua defesa de soluções diplomáticas e do diálogo como instrumento para a construção da paz.







