O papa Leão XIV acena ao chegar para uma audiência jubilar na Praça de São Pedro, no Vaticano • Maria Grazia Picciarella/SOPA Images/LightRocket via Getty Images

O Papa Leão XIV voltou a condenar a pena de morte nesta sexta-feira (25), defendendo sua abolição nos Estados Unidos. A manifestação ocorre em um momento em que o governo do presidente Donald Trump avalia expandir os métodos de execução de presos federais.

A declaração foi feita em mensagem enviada à Universidade DePaul, durante evento que marcou o 15º aniversário da abolição da pena de morte no estado de Illinois.

Na mensagem, o pontífice reforçou a posição da Igreja Católica de que toda vida humana é sagrada desde a concepção.
“O direito à vida é o próprio fundamento de todos os outros direitos humanos”, afirmou. “Somente quando uma sociedade preserva a santidade da vida humana é que ela pode florescer e prosperar.”

Leão XIV também destacou que sistemas prisionais eficazes são capazes de garantir a segurança da população sem eliminar a possibilidade de redenção de pessoas condenadas por crimes graves.

As declarações ocorrem um dia após o papa comentar relatos sobre execuções no Irã, quando afirmou condenar “todas as ações injustas” e reiterou sua posição contrária à pena capital.

No mesmo dia, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos informou que pretende ampliar os métodos de execução disponíveis no país, citando dificuldades na obtenção de medicamentos para injeção letal.

Entre as alternativas mencionadas estão pelotão de fuzilamento, eletrocussão e asfixia com gás, além da própria injeção letal.

A proposta segue promessas de campanha de Trump de retomar e fortalecer a aplicação da pena capital. Seu antecessor, Joe Biden, havia comutado a pena de 37 presos federais condenados à morte, mantendo apenas três no corredor de execução.

O posicionamento do papa reacende o debate internacional sobre a pena de morte, tema que divide governos e organizações de direitos humanos em todo o mundo.

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