
A Rússia afirmou nesta segunda-feira (25) que pretende intensificar os ataques contra Kiev, capital da Ucrânia, e pediu que estrangeiros deixem a cidade após um dos bombardeios mais intensos desde o início da guerra.
Segundo comunicado do Ministério das Relações Exteriores russo, os próximos ataques terão como alvo instalações ligadas às Forças Armadas da Ucrânia e centros responsáveis pela tomada de decisões militares.
Rússia fala em “ataques sistemáticos”
O governo russo informou que as ofensivas seriam uma resposta aos supostos ataques promovidos por Kiev contra civis russos.
De acordo com Moscou, as Forças Armadas russas iniciarão “ataques sistemáticos” contra estruturas militares na capital ucraniana.
Além disso, a chancelaria russa orientou estrangeiros, incluindo diplomatas, a deixarem Kiev “o mais rápido possível”.
Ucrânia acusa tentativa de intimidação
O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, pediu que aliados internacionais não cedam àquilo que chamou de “chantagem russa”.
Já a chefe da missão da União Europeia em Kiev, Katarina Mathernova, afirmou que o bloco europeu permanecerá ao lado da Ucrânia.
“A Rússia quer medo, pânico e isolamento da Ucrânia. Isso não vai funcionar”, declarou.
Bombardeios deixaram mortos e dezenas de feridos
Os ataques realizados no fim de semana deixaram ao menos duas pessoas mortas e 91 feridas em Kiev, segundo autoridades ucranianas.
O presidente Volodymyr Zelensky afirmou que cerca de 300 locais foram atingidos, incluindo um museu dedicado ao desastre nuclear de Chernobyl.
Equipes de resgate continuam trabalhando em áreas destruídas da capital.
Troca de ataques continua
Enquanto a Rússia amplia os bombardeios, a Ucrânia também mantém ataques contra alvos russos.
Na região de Belgorod, autoridades russas afirmaram que um homem morreu após ataques com drones e mísseis.
Já em áreas controladas pela Ucrânia, novos bombardeios russos deixaram mortos e feridos nas regiões de Kherson, Kharkiv, Dnipropetrovsk e Donetsk.
A guerra entre Rússia e Ucrânia segue sem perspectiva de acordo, mesmo após tentativas de mediação internacional lideradas pelos Estados Unidos.







