Um vídeo gravado dentro da Maternidade Dr. Moura Tapajóz, em Manaus, mostra o momento em que uma gestante dá à luz durante o fluxo de atendimento da unidade, nesta sexta-feira (14). As imagens, que registram o nascimento antes que a paciente chegasse ao local destinado ao atendimento médico, provocaram questionamentos sobre a assistência prestada. A Prefeitura de Manaus, por outro lado, afirma que a mulher chegou à maternidade já em período expulsivo e que o trabalho de parto evoluiu rapidamente.

A gravação mostra a gestante em aparente sofrimento, amparada por uma acompanhante e por uma profissional da maternidade. Durante a movimentação, a pessoa responsável pela gravação pede que a paciente seja deitada e, diante da situação, passa a solicitar ajuda em voz alta.

Pouco depois, ocorre o nascimento. Pelas imagens, a criança é amparada pela profissional que está junto à gestante, mas chega a tocar o chão durante o procedimento improvisado diante da rapidez com que o parto acontece.

O registro levantou dúvidas sobre as circunstâncias do atendimento, principalmente por se tratar de uma maternidade municipal que oferece assistência obstétrica de urgência e emergência.

Prefeitura diz que gestante chegou em período expulsivo

Após a repercussão do caso, a Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), divulgou nota apresentando sua versão sobre o episódio.

Segundo a administração municipal, a paciente deu entrada na Maternidade Moura Tapajóz no dia 14 de agosto já em período expulsivo, fase avançada do trabalho de parto em que ocorre a saída do bebê.

De acordo com a Semsa, enquanto a gestante era encaminhada para o atendimento médico, houve uma evolução rápida do trabalho de parto, culminando no nascimento antes da chegada ao espaço onde seria realizado o atendimento.

A Prefeitura sustenta ainda que uma enfermeira obstetra habilitada acompanhava a mulher desde sua entrada na maternidade e prestou assistência imediata diante da evolução do quadro.

“Uma enfermeira obstetra habilitada, que a acompanhava desde a entrada na maternidade, prestou assistência imediata à gestante, adotando as medidas necessárias para garantir a segurança materna e fetal”, informou a Semsa.

Após o nascimento, conforme a nota, a mãe e o recém-nascido foram encaminhados para os cuidados assistenciais necessários.

Semsa afirma que mãe e bebê passam bem

Apesar das cenas registradas no vídeo, a Secretaria Municipal de Saúde informou que o parto ocorreu sem intercorrências e que tanto a mãe quanto o recém-nascido estão em boas condições clínicas.

A Semsa também rebateu a possibilidade de que o episódio tenha ocorrido por falta de profissionais. Segundo a pasta, a equipe assistencial estava completa e atuante no momento em que a gestante chegou à unidade.

Para a Prefeitura, o nascimento durante o deslocamento da paciente ocorreu em razão da evolução “natural e acelerada” do trabalho de parto e não por ausência ou insuficiência da equipe.

A versão oficial, portanto, atribui o episódio à condição em que a gestante chegou à maternidade e à rapidez do nascimento. Já as imagens registradas dentro da unidade mostram os momentos de tensão vividos pela paciente e por quem acompanhava o atendimento, inclusive o instante em que o recém-nascido chega a tocar o chão ao nascer.

Artigo anteriorSES-AM entrega primeira Usina de Oxigênio para Canutama
Próximo artigo“Enrolados”: conheça Milo Manheim e Tegan Croft, protagonistas do longa