
A Polícia Federal (PF) abriu um inquérito para investigar a falta de transporte público que prejudicou eleitores durante o segundo turno das eleições, neste domingo (25). A apuração busca esclarecer suspeitas de embaraço ao exercício do voto e ocultação de meios de transporte para dificultar o deslocamento da população até os locais de votação.
A informação foi divulgada durante uma coletiva de imprensa no Centro Integrado de Comando e Controle Nacional (CICCN). Segundo o diretor de Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção da PF, Dennis Cali, um inquérito foi instaurado em Sergipe, enquanto outros procedimentos estão em andamento para apurar ocorrências em diferentes estados.
Entre as unidades da Federação citadas estão São Paulo, Alagoas, Piauí e Bahia. A corporação também acompanha relatos de problemas no transporte público em outras regiões do país.
De acordo com Cali, a Polícia Federal já realiza oitivas com pessoas envolvidas no fornecimento do serviço e adota medidas para cumprir determinações judiciais relacionadas aos casos investigados.
A investigação pretende esclarecer se houve redução deliberada da oferta de transporte ou outras ações que tenham dificultado o acesso dos eleitores às urnas. Até o momento, a abertura dos procedimentos não significa que os suspeitos tenham sido considerados culpados.
Falta de ônibus em diferentes estados
Relatos de redução da frota e dificuldades no transporte público foram registrados durante o segundo turno em diferentes partes do país.
Informações de inteligência do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e relatórios de tribunais apontaram ocorrências na Bahia, em São Paulo, no Piauí, em Sergipe, no Pará, em Alagoas e no Rio de Janeiro.
Os episódios levantaram questionamentos sobre o cumprimento das medidas destinadas a garantir o deslocamento dos eleitores no dia da votação.
No fim da tarde deste domingo, o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prorrogação do horário de votação até as 19h em todo o país.
A Polícia Federal segue apurando as circunstâncias das ocorrências para identificar eventuais responsabilidades e verificar se houve prática de crimes eleitorais.







