
A Polícia Federal orientou agentes de segurança a verificar a origem e o destino de grandes quantias em dinheiro vivo encontradas durante abordagens às vésperas das eleições de 2026. A recomendação consta de uma cartilha encaminhada nesta quinta-feira (24/9) ao Ministério da Justiça para distribuição entre policiais e outros profissionais de segurança.
O documento ressalta que transportar grandes valores em espécie não constitui crime por si só. No entanto, a proximidade da votação pode justificar uma análise mais detalhada das circunstâncias em que o dinheiro foi encontrado.
Entre os sinais que devem ser observados estão valores escondidos em compartimentos, explicações contraditórias sobre a procedência do dinheiro, recusa em informar sua origem ou destino e presença de materiais de campanha, como listas de eleitores e envelopes identificados. Diante desses elementos, a orientação é encaminhar o caso para investigação.
Segundo dados apresentados pela PF, a compra de votos foi o segundo crime eleitoral mais registrado pela corporação nas eleições de 2022 e 2024, atrás da propaganda irregular no dia da votação. A prática correspondeu a cerca de 18% das ocorrências no período.
Apreensões de dinheiro já ocorreram na campanha
Nas eleições municipais de 2024, a Polícia Federal apreendeu R$ 24,1 milhões em espécie. Casos envolvendo grandes quantias também são investigados durante a atual campanha.
Em Florianópolis, a PF apreendeu R$ 500 mil com um candidato na terça-feira (22/9). A corporação informou que investigará a origem e a destinação dos recursos e ressaltou que ainda não há conclusão sobre eventual prática de crime ou responsabilidade dos envolvidos.
Em outro caso, ocorrido em Belém em 16 de setembro, foram apreendidos R$ 2,5 milhões após a retirada do valor de uma agência bancária. Segundo a investigação, há suspeita de que os recursos tenham origem em desvio de dinheiro público e fossem destinados ao financiamento irregular de campanha.
Com informações de Metrópoles







