
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, manifestou-se favoravelmente ao pedido de realização de nova cirurgia do ex-presidente Jair Bolsonaro. O parecer foi apresentado após solicitação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
Segundo Gonet, há exames médicos e relatório fisioterapêutico que comprovam a necessidade do procedimento, não havendo impedimento para que Bolsonaro deixe a prisão domiciliar temporariamente para realizar a cirurgia, desde que sejam mantidas as medidas cautelares.
A defesa do ex-presidente solicitou autorização para que a operação ocorra ainda nesta semana. A previsão inicial era para sexta-feira, mas, com o prazo já superado, há possibilidade de realização no sábado (25), dependendo da autorização de Moraes.
De acordo com os documentos apresentados ao STF, Bolsonaro enfrenta dores persistentes e limitação de movimentos, mesmo com uso contínuo de analgésicos. O quadro se agrava durante a noite, segundo os relatórios médicos.
Os exames indicaram lesões de alto grau no manguito rotador do ombro direito, além de outros comprometimentos, o que levou à recomendação de cirurgia por especialista. O procedimento previsto é por via artroscópica, técnica minimamente invasiva.
A defesa argumenta que a cirurgia não se trata de conveniência pessoal, mas de necessidade terapêutica comprovada, essencial para preservar a saúde e a qualidade de vida do ex-presidente.
Relatórios anteriores já apontavam o agravamento do quadro clínico, incluindo dor intensa, limitação de movimento, perda de força e assimetria postural, conforme acompanhamento do fisioterapeuta responsável.
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde 27 de março, após receber alta hospitalar, e segue regras determinadas por Moraes, como restrição ao uso de celular e controle de visitas.
Condenado em 2025 a mais de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado, o ex-presidente aguarda agora a decisão do STF sobre a autorização para a realização do procedimento cirúrgico.







