Paulo Henrique Costa, presidente do BRB. (Agencia Brasília/Divulgação)

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, manter a prisão preventiva do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, investigado em um esquema que apura o pagamento de propina milionária.

O julgamento foi realizado pela Segunda Turma da Corte em plenário virtual e analisou a decisão do ministro André Mendonça, que havia determinado a prisão do ex-dirigente no âmbito das investigações relacionadas à Operação Compliance Zero.

A maioria dos ministros acompanhou o relator e entendeu que há elementos suficientes para a manutenção da prisão, considerando a gravidade das acusações e a necessidade de garantir o andamento das investigações.

Paulo Henrique Costa é suspeito de negociar valores que podem chegar a cerca de R$ 140 milhões em propina, em um esquema que envolve o Banco Master e operações financeiras consideradas irregulares.

Segundo as investigações conduzidas pela Polícia Federal, os valores teriam sido ocultados por meio de transações imobiliárias e outros mecanismos, o que levanta indícios de crimes como corrupção e lavagem de dinheiro.

A prisão do ex-presidente do BRB ocorreu em abril deste ano, durante uma fase da operação que investiga irregularidades no sistema financeiro. A defesa nega as acusações e tenta reverter a medida no Supremo.

O caso segue em andamento no STF e é considerado um dos principais desdobramentos recentes envolvendo suspeitas de corrupção no setor bancário público.

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