
Mais do que um espaço para o desenvolvimento físico e esportivo, as academias de Jiu-Jítsu devem ser ambientes seguros, pautados pelo respeito, pela disciplina e pela proteção dos alunos. Com esse objetivo, a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) reforça orientações para prevenção da violência sexual nas academias, especialmente contra crianças e adolescentes.
A iniciativa está alinhada ao Código de Conduta para Professores de Academia BJJ: Prevenção de Violência Sexual de Crianças e Adolescentes, documento que estabelece padrões éticos e comportamentais para instrutores da modalidade.
O manual reúne regras gerais e específicas para aulas infantis, define comportamentos proibidos, orienta procedimentos diante de suspeitas ou denúncias e prevê ações permanentes de treinamento e conscientização dos profissionais.
O código está fundamentado em três princípios essenciais: respeito e dignidade, garantindo tratamento igualitário a todos os alunos; proteção prioritária, colocando a segurança física, emocional e psicológica dos praticantes como valor máximo; e transparência e ética, assegurando que todas as interações ocorram de forma clara, responsável e compatível com os valores das artes marciais.
O delegado-geral da PC-AM, Bruno Fraga, enfatiza que a proteção de crianças e adolescentes é uma prioridade institucional e que o enfrentamento aos crimes contra a dignidade infantojuvenil tem recebido atenção especial da corporação.
“A determinação do governador Roberto Cidade é de que as forças de segurança deem total atenção às investigações relacionadas a esse tipo de crime. Nós temos o dever de proteger as nossas crianças e adolescentes e não vamos admitir que quem quer que seja pratique um crime contra elas, independentemente da natureza. Não há qualquer tolerância para esse tipo de conduta”, afirma o delegado-geral da PC-AM.
A atuação da Polícia Civil, segundo o delegado-geral, busca garantir investigações qualificadas e a responsabilização dos autores desses crimes.
“Não podemos nos calar diante de qualquer suspeita. Utilizem o disque-denúncia 197. A Polícia Civil fará os levantamentos, realizará as diligências necessárias e trabalhará para responsabilizar os autores e proteger as vítimas”, ressalta.
O delegado-geral adjunto da PC-AM, Guilherme Torres, destaca que a prevenção é uma das principais ferramentas para garantir a segurança de crianças e adolescentes nos ambientes esportivos e fortalecer a confiança entre academias, atletas e familiares.
Segundo ele, iniciativas como a adoção de códigos de conduta e protocolos de proteção contribuem para a conscientização dos profissionais e para a criação de mecanismos capazes de identificar e impedir situações de violência.
“O Jiu-Jítsu tem um papel importante na formação de valores, principalmente entre crianças e adolescentes. Não existe espaço para qualquer forma de violência, assédio ou abuso dentro do esporte. Academias e professores devem ser referências de respeito, disciplina e proteção aos alunos”, afirma o delegado-geral adjunto da PC-AM.
Guilherme Torres ressalta, ainda, que a construção de ambientes seguros depende do comprometimento de todos os envolvidos na prática esportiva.
“Proteger crianças e adolescentes é um dever coletivo e uma prioridade que deve estar presente em todos os espaços de convivência, inclusive nas academias. A prevenção, a orientação e a denúncia são fundamentais para impedir que situações de violência aconteçam e para garantir a responsabilização dos envolvidos”, enfatiza.
A Polícia Civil destaca que a prevenção é uma responsabilidade compartilhada entre academias, professores, responsáveis e alunos. Casos de assédio, importunação sexual, estupro ou qualquer forma de violência devem ser comunicados imediatamente às autoridades competentes para que sejam devidamente investigados.
A denúncia é uma ferramenta fundamental para interromper ciclos de violência e garantir que o tatame permaneça um espaço de aprendizado, respeito e proteção para todos.
Colaboração
A PC-AM reforça o compromisso no combate aos crimes contra crianças e adolescentes e destaca a importância da colaboração da população por meio de denúncias anônimas, que podem ser realizadas pelos canais oficiais: 197 ou (92) 3667-7575, da Polícia Civil, ou 181, da Secretaria de Estado de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM).







