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Uma investigação da Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC) revelou um suposto esquema de compra de votos com cocaína durante as eleições municipais de Timbé do Sul, no Sul catarinense. As informações foram divulgadas nesta sexta-feira (5).

De acordo com as autoridades, eleitores teriam recebido porções da droga em troca de apoio a um candidato ao cargo de vereador.

Esquema foi descoberto durante investigação sobre tráfico

O caso surgiu durante apurações relacionadas ao tráfico de drogas realizadas entre 2021 e 2022.

Após a prisão de um suspeito, os investigadores tiveram acesso ao aparelho celular dele e encontraram mensagens que indicavam a existência do esquema eleitoral.

Segundo a Polícia Civil, as conversas continham pedidos para que eleitores enviassem fotografias dos títulos eleitorais como forma de comprovação do voto.

Cocaína era usada como pagamento

As mensagens analisadas pelos investigadores apontam que os envolvidos ofereciam uma recompensa equivalente a R$ 50 por voto.

No entanto, em vez de dinheiro, os eleitores recebiam pequenas porções de cocaína. Conforme a investigação, a droga era chamada pelos participantes de “moeda branca”.

Durante os depoimentos, alguns eleitores confirmaram que encaminharam a documentação solicitada e receberam a substância prometida antes do período eleitoral.

Candidato teria conhecimento da prática

As investigações também apontaram que o candidato beneficiado pelo esquema teria conhecimento das irregularidades.

Segundo a Polícia Civil, o cruzamento de informações, depoimentos e mensagens encontradas durante as apurações indicou uma ligação entre o traficante investigado e o político envolvido.

Justiça Eleitoral reconheceu irregularidades

O caso foi encaminhado à Justiça Eleitoral, que reconheceu a ocorrência de corrupção eleitoral e aplicou as sanções previstas na legislação aos envolvidos.

Até o momento, as autoridades não divulgaram a identidade do candidato citado na investigação.

A Polícia Civil informou que as apurações contribuíram para comprovar a utilização de drogas como instrumento de cooptação de eleitores, prática considerada crime eleitoral e também relacionada ao tráfico de entorpecentes.

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