
A Polícia Civil de Santa Catarina cumpriu quatro mandados de prisão nesta segunda-feira (19), durante uma operação contra um grupo criminoso suspeito de aplicar golpes por meio de falsos sites de leilão de veículos e outros bens. As diligências ocorreram nas cidades de Santo André e São Paulo.
A ação foi coordenada por equipes da 6ª Delegacia de Polícia de Joinville, com apoio do Grupo de Operações Especiais (GOE) de Santo André, na Grande São Paulo. Também participaram policiais da 1ª Delegacia de Polícia, da Delegacia de Homicídios e da Delegacia de Combate à Corrupção de Joinville.
Segundo a corporação catarinense, os investigados utilizavam páginas falsas na internet para imitar plataformas legítimas de leilões. Dessa forma, as vítimas eram induzidas a acreditar que participavam de negociações reais e realizavam pagamentos para adquirir veículos e outros produtos anunciados.
Esquema teria movimentado R$ 40 milhões
De acordo com a Polícia Civil, o grupo teria movimentado aproximadamente R$ 40 milhões ao longo de dois anos de atuação criminosa.
O esquema se aproveitava da aparência de legitimidade dos sites para enganar consumidores interessados em comprar bens por meio de leilões virtuais. As páginas simulavam plataformas oficiais, criando condições para que as vítimas transferissem dinheiro acreditando estar concluindo uma compra.
A operação busca localizar e responsabilizar os envolvidos nas fraudes. As suspeitas contra os investigados ainda dependem da apuração policial e dos procedimentos judiciais cabíveis.
Polícia alerta para golpes em leilões virtuais
Diante da ocorrência, a Polícia Civil reforçou a importância de os consumidores adotarem medidas de segurança antes de realizar pagamentos em plataformas de leilão pela internet.
Entre as recomendações estão verificar a autenticidade do site, conferir a procedência dos anúncios e desconfiar de ofertas com preços muito abaixo dos praticados no mercado.
A orientação é pesquisar informações sobre a empresa responsável pelo leilão e confirmar se os canais de contato e os dados divulgados são legítimos antes de transferir qualquer valor.







