Uma operação integrada das forças de segurança do Rio de Janeiro e de São Paulo prendeu, na noite desta segunda-feira (7), um homem de nacionalidade colombiana apontado como integrante de um grupo especializado em furtos de celulares durante grandes eventos. O suspeito foi localizado ao chegar à capital paulista em um ônibus que havia partido do Rio de Janeiro. Com ele, os agentes encontraram seis celulares furtados durante o Rock in Rio.

A prisão foi resultado do trabalho conjunto entre a Polícia Civil e a Polícia Militar do Rio de Janeiro e os órgãos de segurança paulistas. Participaram da ação a 18ª Delegacia de Polícia, na Praça da Bandeira, a Coordenadoria de Operações com Aeronaves Não Tripuladas (COANT) e a Diretoria de Infraestrutura de Tecnologia da Polícia Militar.

Segundo as forças de segurança, a identificação do suspeito ocorreu a partir do cruzamento de informações obtidas durante as investigações. O uso de tecnologia de reconhecimento facial também contribuiu para acompanhar o deslocamento do homem após ele deixar o Rio de Janeiro.

As informações foram compartilhadas com as autoridades de São Paulo, que passaram a monitorar a viagem e conseguiram localizar o ônibus em que o suspeito estava. O veículo foi interceptado depois de chegar ao estado paulista.

Durante a abordagem, os agentes encontraram seis aparelhos celulares em posse do homem. Os equipamentos foram apreendidos e, posteriormente, as vítimas dos furtos foram localizadas para auxiliar na identificação dos objetos.

De acordo com as autoridades, os proprietários reconheceram os celulares recuperados, reforçando os indícios de que os aparelhos haviam sido furtados durante o Rock in Rio.

A investigação aponta que o suspeito faria parte de um grupo que atua de forma especializada em grandes eventos, aproveitando a concentração de pessoas para cometer furtos de celulares. Esse tipo de crime costuma ocorrer principalmente em locais com grande aglomeração, onde os criminosos conseguem se aproximar das vítimas com maior facilidade e deixar rapidamente o local.

A utilização de recursos tecnológicos foi considerada importante para o avanço da operação. Além do reconhecimento facial, o compartilhamento de informações entre as forças de segurança dos dois estados permitiu acompanhar o deslocamento do investigado e organizar a abordagem antes que ele pudesse deixar São Paulo.

O homem foi levado para as autoridades policiais, que deverão dar continuidade aos procedimentos relacionados à prisão e à recuperação dos aparelhos. A investigação permanece em andamento para identificar outros integrantes do grupo suspeito de participar dos furtos.

As forças de segurança também buscam esclarecer a extensão da atuação da quadrilha e verificar se outros celulares levados durante o evento podem ser recuperados. O objetivo é identificar a possível participação de outros envolvidos e reunir informações sobre a forma de atuação do grupo.

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