
Ao menos 16 pessoas morreram e dezenas estão desaparecidas após o desabamento de um prédio residencial na Faixa de Gaza, nesta quarta-feira (16). Segundo a Defesa Civil local, o imóvel havia sido danificado anteriormente por um ataque aéreo israelense durante a guerra e continuava sendo utilizado como moradia por cerca de 100 pessoas. Equipes de emergência trabalham entre os escombros na tentativa de localizar sobreviventes.
De acordo com a Defesa Civil, pelo menos 10 famílias viviam no edifício. O prédio já apresentava riscos estruturais após ter sido atingido durante o conflito, mas moradores permaneceram no local diante da falta de alternativas de habitação e das restrições de circulação na região.
Raed Al-Dahshan, diretor do Serviço de Defesa Civil da Cidade de Gaza, afirmou que o imóvel já havia sido atingido e que havia sinais de perigo nas proximidades. Segundo ele, a população continuou ocupando o prédio por não dispor de outras opções consideradas seguras.
Após o desabamento, equipes de busca e resgate foram mobilizadas para retirar os moradores que ficaram presos sob os destroços. O número de desaparecidos ainda não foi confirmado, e as autoridades alertam que pode aumentar à medida que os trabalhos avançarem.
A Defesa Civil também chamou atenção para as condições de centenas de outras construções na região. Segundo Al-Dahshan, aproximadamente 400 edifícios apresentam risco de desabamento. A preocupação aumenta com a aproximação do inverno, período em que as condições climáticas podem agravar a situação de estruturas já comprometidas.
“Estamos correndo contra o tempo”, afirmou o diretor, ao defender apoio para as equipes responsáveis pelo atendimento à população. Ele classificou o episódio como uma nova tragédia em meio à situação humanitária já grave enfrentada pelos moradores de Gaza.
O desabamento ocorre meses após o início de um cessar-fogo apoiado pelos Estados Unidos, que entrou em vigor em outubro de 2025 e interrompeu os combates em larga escala no território. Apesar da redução das operações de grande intensidade, os ataques israelenses não foram completamente interrompidos e as negociações para um acordo de paz permanente avançaram de forma limitada.
Segundo autoridades de saúde da Faixa de Gaza, mais de 1.300 palestinos, em sua maioria civis, morreram no território desde o início do cessar-fogo. O Exército de Israel, por sua vez, informa que quatro soldados israelenses morreram no mesmo período.
A situação das construções danificadas permanece entre as preocupações das autoridades locais, principalmente diante da dificuldade para realizar reparos e oferecer moradias alternativas à população. Os trabalhos de resgate no prédio que desabou nesta quarta-feira continuam.







