
A Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Educação, promoveu nesta quinta-feira a 14ª edição dos Jogos de Origem Indígena, realizado pela Divisão Distrital Zonal Oeste com programação especial voltada à valorização da cultura indígena na educação infantil. A iniciativa aconteceu na quadra da escola municipal Carlos Gomes, no bairro Compensa, zona Oeste, e reuniu crianças de 4 e 5 anos dos Centros Municipais de Educação Infantil.
O chefe da DDZ Oeste, Ronaldo Barreto, ressaltou que a iniciativa integra o conjunto de ações voltado ao incentivo da atividade física aliada à valorização cultural, contribuindo para o sentimento de pertencimento dos estudantes. “A divisão Oeste sempre traz atividades que potencializam a atividade física, e os jogos indígenas resgatam a cultura dos povos indígenas, dando esse sentimento de pertencimento aos nossos estudantes da educação infantil”, afirmou.
Durante o evento, as crianças participaram de práticas inspiradas em jogos indígenas, como corrida da tora, cabo de guerra, lançamento ao alvo adaptado com bambolê e atividades de grafismo. A coordenadora da Educação Infantil da DDZ, Maria Angélica Tomas Alves, explicou que as ações foram pensadas para manter viva a cultura indígena no ambiente escolar e proporcionar novas experiências às crianças. “É um pouco da cultura indígena, atividades que lembram, para não deixar essa cultura esquecida. Lá na escola, fizemos a corrida da tora, o lançamento ao alvo com bambolê, o cabo de guerra e o grafismo. Aqui não deixa de ser uma experiência nova, e eles ficam bem felizes”, destacou.
A professora Graciney Lemos, do Cmei Maria do Céu Vaz, enfatizou a valorização das práticas culturais. “É uma proposta da educação infantil para que as crianças tenham acesso a esses jogos, conheçam essas experiências. Nosso evento é direcionado para o maternal ao 2º período, com o objetivo de valorizar e vivenciar práticas culturais de origem indígena, promovendo o respeito à diversidade e fortalecendo as identidades culturais na primeira infância”, explicou. Para as famílias, a ação tem significado profundo. A mãe de uma das alunas, Cristimara Soares, destacou a importância do resgate cultural. “Nós somos de povos originários. Quando minha filha participa desses jogos, é como se estivéssemos voltando à nossa origem, que acabamos perdendo. Isso é um resgate da nossa cultura e mostra para as crianças que ela é importante”, relatou.







