
Dando continuidade à implementação da tafenoquina, medicamento utilizado no tratamento da malária por Plasmodium vivax, a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), em parceria com o Ministério da Saúde, conclui, nesta terça-feira (27/10), capacitações de profissionais de saúde.
As atividades iniciaram em 21 de outubro, em Parintins (a 369 quilômetros de Manaus), no Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) de Parintins e nos municípios de Barreirinha, Maués e Nhamundá, com foco no tratamento da malária e na vigilância do território.
A tafenoquina é utilizada, conforme critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde, para eliminar formas do Plasmodium vivax responsáveis pelas recaídas da doença. O esquema inclui dose única do medicamento associado a três dias de cloroquina.
A diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, destaca a importância da capacitação das equipes nos próprios territórios. “Qualificar as equipes no território fortalece a resposta dos serviços e amplia o acesso da população ao diagnóstico e ao tratamento adequados”, pontua.
Com mais de 150 capacitados, a iniciativa buscou fortalecer as ações de enfrentamento à malária em áreas vulneráveis à transmissão. Segundo a gerente de Malária e Outros Hemoparasitas do DVA da FVS-RCP, Myrna Barata, a capacitação fortalece as estratégias de enfrentamento à doença no estado.
“A preparação dos profissionais é fundamental para ampliar o acesso ao tratamento adequado, fortalecer a vigilância em saúde e avançar nas ações de eliminação da malária no Amazonas”, ressalta Myrna.
O consultor do Programa Nacional de Eliminação da Malária do Ministério da Saúde, Márcio Pereira Fabiano, destaca a importância de realizar os treinamentos diretamente nos municípios. “A capacitação no território permite acompanhar de perto o aproveitamento dos profissionais de diferentes áreas, como microscopistas, médicos e enfermeiros”, explica Márcio.
Entre 2020 e 2026, os municípios contemplados registraram diferentes cenários epidemiológicos para a malária. Em Barreirinha, foram contabilizados 29 casos no período, enquanto Maués registrou 11.594 casos desde 2020, sendo 939 em 2026.
Em Parintins, foram registrados cinco casos entre 2020 e 2026, sem registros neste ano. Em Nhamundá, também não houve registros em 2026, enquanto o total acumulado entre 2020 e 2026 foi de 485 casos.
Sobre a doença
A malária é uma doença infecciosa transmitida pela picada de mosquitos infectados do gênero Anopheles. No Amazonas, a espécie Plasmodium vivax responde pela maior parte dos casos, tornando o diagnóstico oportuno, o tratamento adequado e a prevenção de recaídas importantes das ações de vigilância em saúde.
Pessoas que apresentarem sintomas suspeitos, especialmente após frequentarem áreas com transmissão de malária, devem procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para realizar o diagnóstico. Em caso de confirmação, é importante iniciar e concluir o tratamento conforme a orientação dos profissionais de saúde, contribuindo para a cura e para a reduzir a transmissão da doença.







