
O Projeto Potássio Autazes avançou em uma frente considerada decisiva para sua consolidação: a articulação simultânea com investidores estrangeiros, lideranças indígenas e autoridades do Amazonas. A movimentação recente evidencia o esforço da empresa em garantir sustentação política, econômica e social ao empreendimento, apontado como estratégico para reduzir a dependência brasileira de fertilizantes.
A agenda foi liderada pelo CEO da Brazil Potash, Matt Simpson, e pelo presidente da Potássio do Brasil, Sérgio Leite, que trouxeram ao estado um grupo de investidores internacionais para acompanhar de perto o andamento do projeto. A comitiva percorreu Manaus e o município de Autazes, incluindo visitas técnicas ao canteiro de obras e reuniões institucionais.
Um dos momentos centrais ocorreu durante o 2º Encontro do Povo Mura de Autazes, onde representantes de dezenas de aldeias receberam os executivos. O evento foi marcado por manifestações culturais e sinalizações públicas de apoio ao projeto por parte de lideranças indígenas, que destacaram a expectativa de geração de oportunidades e desenvolvimento nas comunidades.
Paralelamente, o grupo também buscou alinhamento com o poder público estadual. Em Manaus, os executivos foram recebidos pelo governador interino Roberto Cidade, a quem apresentaram o estágio atual do empreendimento e as próximas fases de implantação. A reunião reforçou o discurso de que o projeto pretende seguir parâmetros de responsabilidade socioambiental e transparência.
No campo econômico, a empresa sustenta que o projeto tem potencial para impactar diretamente a cadeia produtiva nacional, ao ampliar a oferta de potássio — insumo essencial para a agricultura. A proposta é diminuir a dependência do Brasil de importações, especialmente em um cenário global de instabilidade no fornecimento de fertilizantes.
Apesar do avanço nas articulações, os próprios dirigentes reconhecem que a viabilidade do projeto passa pela construção contínua de confiança no território. Segundo Sérgio Leite, o diálogo com as comunidades locais, especialmente indígenas, é condição essencial para a execução do empreendimento.
A nova rodada de agendas ocorre em um momento estratégico, em que o projeto busca consolidar apoio institucional e social enquanto avança nas etapas de implantação, em meio a um cenário sensível que envolve interesses econômicos, ambientais e sociais na Amazônia.







