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Apesar de muito associada a idosos, a cegueira pode se desenvolver de forma silenciosa em qualquer idade. Segundo a oftalmologista Alzira Delgado, do Hospital Alvorada Moema, em São Paulo, muitas doenças começam sem sintomas. “Muitas vezes, o paciente só percebe quando a visão já está comprometida”, explica.

Na infância, por exemplo, podem surgir tumores oculares que afetam apenas um olho e passam despercebidos. Já na adolescência, o ceratocone pode evoluir lentamente, dificultando a percepção inicial.

O oftalmologista Diogo Bezerra, da plataforma Doctoralia, reforça que doenças como glaucoma, retinopatia diabética e degeneração macular relacionada à idade podem evoluir por anos sem sintomas claros. “Esperar melhorar sozinho é um risco. Em oftalmologia, tempo é visão”, alerta o oftalmologista.

Principais causas de cegueira e seus riscos

Entre as principais causas de cegueira estão doenças que afetam diretamente o nervo óptico e a retina:

  • Glaucoma: condição silenciosa que compromete o campo visual progressivamente
  • Retinopatia diabética: está diretamente ligada ao controle inadequado da glicemia e pode evoluir rapidamente em alguns pacientes
  • Degeneração macular: afeta a visão central e pode causar distorções importantes

Além disso, doenças sistêmicas como hipertensão e diabetes têm impacto direto na saúde ocular, muitas vezes sem sintomas iniciais evidentes.

O principal fator que leva à cegueira evitável é o comportamento do próprio paciente. Ignorar sintomas ou adiar consultas ainda é o erro mais frequente. Sinais como os seguintes são frequentemente negligenciados:

  • Visão embaçada
  • Dor ocular
  • Olho vermelho persistente
  • Manchas escuras
  • Perda de campo visual

Alzira reforça que qualquer alteração visual que dure mais de 24 horas deve ser investigada. Não buscar ajuda nesse momento pode significar perder a chance de tratamento.

Prevenção como estratégia eficaz

A boa notícia é que muitos casos de cegueira podem ser evitados com diagnóstico precoce. Exames de rotina são fundamentais e devem começar desde o nascimento. O acompanhamento ao longo da vida permite identificar alterações antes que danos irreversíveis se instalem.

Em muitos casos, há tratamento eficaz, como:

  • Cirurgias
  • Laser
  • Medicamentos

A realidade do diagnóstico tardio

Mas é preciso encarar a realidade: quando o paciente percebe tarde demais, nem sempre há como recuperar a visão. Por isso, prevenção não é opcional — é a única estratégia realmente eficaz.

O investimento em consultas oftalmológicas regulares, especialmente para pessoas com fatores de risco como diabetes e hipertensão, é fundamental para preservar a visão ao longo de toda a vida.

Com informações de Metrópoles

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