
Manaus registrou melhora na qualidade do ar nesta quinta-feira (15/10), após vários dias de intensa presença de fumaça provocada por queimadas no Amazonas. Com a redução da concentração de poluentes, a capital deixou a primeira posição no ranking das cidades mais poluídas do Brasil, que ocupava havia aproximadamente uma semana.
Segundo dados da plataforma internacional IQAir, Manaus apresentou índice de qualidade do ar de 85, classificado como moderado. Com isso, a cidade passou a ocupar a segunda posição no levantamento nacional em tempo real, atrás de Porto Velho (RO), que registrou índice de 101.
A mudança ocorre após um período de elevada concentração de partículas finas na atmosfera, situação que levou autoridades a emitir alertas sobre os riscos à saúde, especialmente para crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias.
Chuvas contribuem para redução da poluição
A melhora nas condições atmosféricas está associada, entre outros fatores, às chuvas registradas em diferentes áreas da capital amazonense. As precipitações contribuem para a remoção de partículas suspensas no ar, reduzindo temporariamente a concentração de poluentes.
A fumaça que atingiu Manaus está relacionada aos incêndios florestais registrados no Amazonas e em regiões próximas. A estiagem, as temperaturas elevadas e a vegetação seca favorecem a propagação das queimadas.
Além disso, a circulação dos ventos pode transportar partículas provenientes dos incêndios para áreas urbanas, comprometendo a qualidade do ar mesmo em locais distantes dos focos de fogo.
Apesar da redução dos índices de poluição, a situação ainda exige acompanhamento, uma vez que a continuidade das queimadas e as mudanças nas condições meteorológicas podem provocar novos episódios de concentração de fumaça.
Autoridades reforçam cuidados com a saúde
A exposição à fumaça das queimadas pode provocar irritação nos olhos, tosse, desconforto respiratório e agravamento de doenças pulmonares e cardiovasculares.
Mesmo com a melhora registrada nesta quinta-feira, a recomendação é acompanhar os indicadores de qualidade do ar e reduzir a exposição prolongada à poluição, principalmente entre os grupos mais vulneráveis.
A classificação moderada indica que a qualidade do ar ainda não atingiu condições ideais para toda a população, especialmente para pessoas mais sensíveis aos poluentes.
A evolução do cenário dependerá da intensidade das queimadas, da ocorrência de chuvas e das condições de circulação atmosférica nos próximos dias.







