
As autoridades das Maldivas encontraram nesta segunda-feira (18) os quatro corpos de mergulhadores italianos que permaneciam desaparecidos após uma expedição em cavernas submarinas no Atol de Vaavu.
Ao todo, cinco italianos morreram durante a exploração iniciada no último dia 14 de maio. O governo das Maldivas classificou o episódio como o maior acidente de mergulho já registrado no país.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores da Itália, o grupo realizava mergulho em profundidades próximas de 50 metros.
Atol de Vaavu fica na região central das Maldivas
O Atol de Vaavu é uma divisão administrativa das Maldivas formada pelos atóis naturais de Felidhu e pelo recife de Vattaru.
A região fica localizada a cerca de 64 quilômetros da capital Malé e é conhecida pela grande quantidade de recifes e cavernas submarinas.
Segundo dados do governo local, o acesso ao atol exige cerca de 90 minutos de lancha a partir da capital ou aproximadamente cinco horas em um dhoni, embarcação tradicional das Maldivas.
A caverna onde ocorreu o acidente possui cerca de 200 metros de extensão e atinge profundidade de até 70 metros abaixo da superfície.
O primeiro corpo foi localizado na entrada da caverna, a aproximadamente 60 metros de profundidade.

Correntes fortes e escuridão dificultaram resgate
As equipes de resgate enfrentaram condições consideradas extremamente difíceis durante as buscas.
De acordo com o porta-voz do governo das Maldivas, Mohamed Hussain Shareef, fortes correntes marítimas, passagens estreitas e escuridão total dificultaram a atuação dos mergulhadores.
Durante as operações, o sargento Mohamed Mahudhee morreu após sofrer doença descompressiva, condição causada por alterações bruscas de pressão durante mergulhos profundos.
Segundo o governo, Mahudhee era um mergulhador experiente e participava da missão em dupla.
Autoridades investigam possível irregularidade
As autoridades das Maldivas também investigam a legalidade da operação de mergulho realizada pelo grupo italiano.
Segundo o governo, a legislação local proíbe mergulhos recreativos e comerciais acima de 30 metros sem autorização especial.
“Parece que isso aconteceu muito mais fundo, porque até a entrada da caverna fica a quase 50 metros de profundidade”, afirmou o porta-voz Mohamed Hussain Shareef.
O caso segue sob investigação das autoridades locais.







