Vista aérea da ilha habitada de Felidhoo, localizada no Atol de Vaavu, nas Maldivas, e a ilha vizinha de Thinadhoo à distância • Sabine Gerold/Amazing Aerial via ZUMA Wire/Reuters -- 8 de janeiro de 2020

As autoridades das Maldivas encontraram nesta segunda-feira (18) os quatro corpos de mergulhadores italianos que permaneciam desaparecidos após uma expedição em cavernas submarinas no Atol de Vaavu.

Ao todo, cinco italianos morreram durante a exploração iniciada no último dia 14 de maio. O governo das Maldivas classificou o episódio como o maior acidente de mergulho já registrado no país.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores da Itália, o grupo realizava mergulho em profundidades próximas de 50 metros.

Atol de Vaavu fica na região central das Maldivas

O Atol de Vaavu é uma divisão administrativa das Maldivas formada pelos atóis naturais de Felidhu e pelo recife de Vattaru.

A região fica localizada a cerca de 64 quilômetros da capital Malé e é conhecida pela grande quantidade de recifes e cavernas submarinas.

Segundo dados do governo local, o acesso ao atol exige cerca de 90 minutos de lancha a partir da capital ou aproximadamente cinco horas em um dhoni, embarcação tradicional das Maldivas.

A caverna onde ocorreu o acidente possui cerca de 200 metros de extensão e atinge profundidade de até 70 metros abaixo da superfície.

O primeiro corpo foi localizado na entrada da caverna, a aproximadamente 60 metros de profundidade.

Mapa do atol de Vaavu, nas Maldivas • Reprodução/Ministério de Pesca e Agricultura/Departamento de Planejamento Nacional
Mapa do atol de Vaavu, nas Maldivas • Reprodução/Ministério de Pesca e Agricultura/Departamento de Planejamento Nacional

Correntes fortes e escuridão dificultaram resgate

As equipes de resgate enfrentaram condições consideradas extremamente difíceis durante as buscas.

De acordo com o porta-voz do governo das Maldivas, Mohamed Hussain Shareef, fortes correntes marítimas, passagens estreitas e escuridão total dificultaram a atuação dos mergulhadores.

Durante as operações, o sargento Mohamed Mahudhee morreu após sofrer doença descompressiva, condição causada por alterações bruscas de pressão durante mergulhos profundos.

Segundo o governo, Mahudhee era um mergulhador experiente e participava da missão em dupla.

Autoridades investigam possível irregularidade

As autoridades das Maldivas também investigam a legalidade da operação de mergulho realizada pelo grupo italiano.

Segundo o governo, a legislação local proíbe mergulhos recreativos e comerciais acima de 30 metros sem autorização especial.

“Parece que isso aconteceu muito mais fundo, porque até a entrada da caverna fica a quase 50 metros de profundidade”, afirmou o porta-voz Mohamed Hussain Shareef.

O caso segue sob investigação das autoridades locais.

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