Um dos casos de fraude financeira que mais chamaram a atenção em Manaus teve um novo desdobramento neste sábado (31). Conhecido como “Rei das Criptomoedas”, Josué Viana Medeiros foi preso pela Polícia Militar de São Paulo, no bairro de Perdizes, zona oeste da capital paulista. Ele é condenado por envolvimento em um esquema de estelionato que teria movimentado mais de R$ 45 milhões e prejudicado aproximadamente 300 pessoas no Amazonas.

A prisão aconteceu depois que o investigado foi identificado por câmeras do programa Muralha Paulista, enquanto caminhava pela Rua Itajobi. O sistema de monitoramento apontou que havia um mandado de prisão em aberto contra ele, expedido pela Justiça do Amazonas.

Após a abordagem, Josué foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para exame de corpo de delito e, em seguida, levado ao Centro de Detenção Provisória (CDP) de Pinheiros. Ele deverá passar por audiência de custódia neste domingo (1º/11).

Condenado a oito anos de prisão em regime fechado, o homem poderá ser transferido para o Amazonas para cumprir a pena.

Golpe prejudicou centenas de pessoas em Manaus

Em Manaus, Josué ficou conhecido como “Rei das Criptomoedas” e chamava a atenção pelo estilo de vida luxuoso, circulando pela capital amazonense em veículos de alto padrão.

Segundo as investigações da Polícia Civil do Amazonas, ele atraía investidores com a promessa de lucros elevados e pagamentos de juros de aproximadamente 10% ao mês. As vítimas eram convencidas a assinar contratos de investimento, acreditando que teriam retornos financeiros rápidos por meio de aplicações em criptomoedas.

Entretanto, conforme a investigação, o dinheiro entregue pelos investidores não era devolvido como prometido. A empresa utilizada pelo investigado é apontada como uma fachada para a prática de estelionato e lavagem de dinheiro.

Ao todo, cerca de 300 pessoas teriam sido enganadas pelo esquema, que acumulou prejuízos superiores a R$ 45 milhões.

Josué já havia sido preso em 2022, no município de Santarém, no Pará. Posteriormente, passou a ser procurado pela Justiça amazonense.

Tecnologia ajudou a localizar o foragido

A captura ocorreu com auxílio do Muralha Paulista, programa de segurança pública do Governo de São Paulo que reúne câmeras de monitoramento, leitores de placas e equipamentos de reconhecimento facial.

O sistema cruza informações com bancos de dados de órgãos de segurança, incluindo o Banco Nacional de Mandados de Prisão, permitindo identificar pessoas procuradas pela Justiça.

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