
Reportagem de autoria do jornalista Vinicius Segalla, publicada nesta quarta-feira, 22, pelo Diário do Centro do Mundo, reacende a rumorosa operação financeira de R$ 50 milhões, realizada pela Amazonprev e o Banco Master, agora, com uma nova roupagem: “o PL-AM entregou a chave do cofre da Amazonprev ao Master e entrou na mira do MP”.
Embora à época da negociação quem decidiu pela compra dos papéis sem lastro do Master foi a então presidente da Amazonprev, Maria Neblina Marães, a reportagem, ancorada em informações do Ministério Público de Contas do Amazonas (MPC-AM) e da Polícia Federal, aponta Francisco Evilázio Nascimento, irmão de Alfredo Nascimento, presidente do PL-AM, como avalista do negócio de R$ 50 milhões.
“Mesmo alertado por seus técnicos, o irmão do presidente do PL-AM optou por avalizar o negócio de R$ 50 milhões, hoje transformados em prejuízo puro simples para o fundo previdenciário amazonense”, destaca a publicação, que atribui ao irmão do presidente do PL-AM a responsabilidade pela “entrega do cofre da Amazonprev se abriu para o Master”.
Conforme informação obtida do MPC-AM, no dia 28 de maio de 2025, cerca de seis meses antes da liquidação do banco de Vorcaro, Ary Renato Vasconcelos de Souza, Francisco Evilázio Nascimento e outros servidores da AmazonPrev foram à sede do Master (ver foto) na avenida Faria Lima, em São Paulo.

A visita, segundo a reportagem, está registrada em um Relatório de Diligência divulgado pela própria Amazonprev, em seu site.
No relatório da visita, fica claro que os membros da AmazonPrev sabiam dos problemas enfrentados pelo Banco Master.
Conforme consta no documento, “o nível de risco de crédito elevado, devido à quantidade de emissões do banco Master com taxas de retorno acima da média praticada pelas grandes instituições, é preocupação de todo o mercado financeiro, dado o risco sistemático das operações”.
Por meio de nota, Evilázio Nascimento afirmou:
“Coloco-me à disposição para o que for preciso a fim de que não restem dúvidas do meu não envolvimento (com o negócio fraudulento com o Master), bem como do meu total interesse na apuração de toda e qualquer irregularidade.”








