
O governador do Amazonas, Wilson Lima (União Brasil), convocou para esta segunda-feira (2) uma reunião estratégica com aliados e integrantes do alto escalão do governo para discutir as diretrizes da legenda sobre a sucessão estadual de 2026. O encontro está marcado para as 16h, na sede do União Brasil, localizada na Rua Belo Horizonte, no bairro Adrianópolis, zona Centro-Sul de Manaus.
Nos bastidores, o clima é de expectativa total. Deputados convidados para a conversa apresentam versões divergentes: parte acredita que o governador anunciará permanência no cargo até o fim do mandato; outros avaliam que ele pode surpreender e abrir caminho para disputar uma das duas vagas ao Senado em 2026. Até o pronunciamento oficial, tudo permanece no campo das especulações.
Fontes ouvidas pelo site afirmam que Wilson Lima não deixará a cadeira no momento e que a permanência estaria ligada a novas orientações repassadas recentemente ao alto escalão do governo — movimento interpretado como sinal de continuidade administrativa.
Na última quarta-feira (25), durante agenda conjunta na abertura do ano letivo do Centro de Educação Tecnológica do Amazonas, o governador declarou que uma eventual candidatura ao Governo do Estado é decisão exclusiva do vice-governador, Tadeu de Souza, independentemente de ele permanecer ou não no comando do Executivo.
A fala foi interpretada como um recado direto ao meio político: Wilson não se considera obrigado a renunciar para viabilizar o projeto eleitoral do aliado. Na prática, deixou duas portas abertas — pode concluir o mandato e ainda assim apoiar Tadeu, ou pode optar pela saída estratégica, a depender do desenho das alianças.
O prazo que pressiona
Caso decida disputar o Senado, Wilson Lima terá até 4 de abril de 2026 para renunciar ao cargo, conforme determina a legislação eleitoral. A regra estabelece que chefes do Executivo que pretendam concorrer a cargos majoritários devem se desincompatibilizar até seis meses antes do pleito — marcado para 4 de outubro de 2026.
Até lá, o governador mantém o controle do tempo político. Ao evitar antecipar movimentos, preserva poder de negociação e mantém aliados e adversários em compasso de espera.
O tabuleiro do Senado
No cenário projetado para 2026, Wilson Lima teria pela frente nomes já posicionados na corrida ao Senado, como:
- Plínio Valério (PSDB)
- Eduardo Braga (MDB)
- Capitão Alberto Neto (PL)
- Marcelo Ramos (PT)
- Marcos Rotta (Avante)
A decisão de Wilson altera completamente o desenho eleitoral. Se permanecer no governo, consolida o projeto estadual sob sua condução até o fim do mandato. Se sair, abre nova dinâmica de poder no Executivo e reposiciona forças na disputa majoritária.
Por enquanto, o que se tem é expectativa. A reunião desta tarde poderá definir o rumo político do governador — ou apenas prolongar o suspense que mantém Brasília e Manaus atentos ao próximo movimento no tabuleiro amazonense.







