Comando Europeu dos EUA

Após a interceptação do navio petroleiro de bandeira russa “Marinera”, que transportava petróleo venezuelano, pelos Estados Unidos nesta quarta-feira (7/1), o Ministério das Relações Exteriores da Rússia emitiu um comunicado exigindo que o governo norte-americano garanta tratamento humano aos cidadãos russos a bordo da embarcação, além de respeitar seus direitos e interesses.

Um porta-voz do ministério, em declaração à agência estatal TASS, informou que a Rússia está “acompanhando de perto as notícias sobre a abordagem das tropas americanas ao navio Marinera, de bandeira russa, no Atlântico Norte”. A nota enfatizou: “Considerando as informações de que há cidadãos russos entre a tripulação, exigimos que o lado americano garanta a eles um tratamento adequado e humano, observe rigorosamente seus direitos e interesses e não crie obstáculos para seu retorno o mais breve possível à pátria”.

O comunicado russo também fez referência a uma declaração anterior, de 4 de janeiro, do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, à Fox News, na qual ele afirmou que os Estados Unidos continuarão apreendendo petroleiros com petróleo venezuelano e visando embarcações supostamente envolvidas no contrabando de drogas.

Rússia Alega Perda de Contato e Violação do Direito Internacional

O Ministério dos Transportes da Rússia informou que o contato com o navio Marinera foi perdido e que a embarcação foi apreendida “ilegalmente em águas internacionais, fora do território de qualquer Estado”. Para o órgão, a ação norte-americana violou a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar de 1982, destacando que “Nenhum Estado tem o direito de usar a força contra navios devidamente registrados nas jurisdições de outros Estados”.

Reino Unido Confirma Assistência na Operação

Em um desdobramento da operação, o Ministério da Defesa do Reino Unido declarou ter prestado assistência na captura do navio, atendendo a um pedido dos Estados Unidos. O órgão britânico afirmou que a ação foi realizada “em total conformidade com o direito internacional”.

O comunicado inglês detalhou que “O Reino Unido prestou apoio operacional pré-planejado, incluindo bases, aos recursos militares dos EUA que interceptaram o Bella 1 na região entre o Reino Unido, a Islândia e a Groenlândia, após um pedido de assistência dos EUA”. Além disso, o navio de apoio logístico RFA Tideforce ofereceu suporte às forças americanas, enquanto a Força Aérea Real (RAF) forneceu apoio de vigilância aérea durante a operação.

Com informações de Metrópoles

Artigo anteriorEUA justifica apreensão de petroleiro russo por embargo ao petróleo venezuelano
Próximo artigoAção da Defensoria Pública garante matrícula de estudante aprovado no vestibular da UEA em Tabatinga