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O governo da Rússia rejeitou nesta sexta-feira (17/7) as acusações dos Estados Unidos de que tenta interferir nas eleições norte-americanas. O porta-voz do Kremlin negou qualquer tentativa de influenciar o resultado das urnas, após declarações do presidente Donald Trump sobre supostas ameaças à infraestrutura eleitoral do país.

Durante um pronunciamento na quinta-feira (16/7), Trump afirmou que avaliações da comunidade de inteligência dos EUA indicam que países como Rússia, China, Irã e Coreia do Norte, além de grupos não estatais, possuem capacidade para comprometer sistemas eleitorais americanos. A China também contestou as acusações.

Histórico das alegações

As suspeitas de interferência estrangeira nas eleições dos Estados Unidos vêm sendo discutidas há vários anos.

Em 2018, o Departamento de Justiça dos EUA acusou formalmente 13 cidadãos e três entidades russas de promover campanhas de influência durante a eleição presidencial de 2016, com o objetivo de favorecer Donald Trump e prejudicar Hillary Clinton.

Posteriormente, a investigação conduzida pelo procurador especial Robert Mueller concluiu que não havia provas suficientes para acusar Trump de conspiração (conluio) com o governo russo, embora o relatório não tenha isentado completamente o então presidente de outras possíveis condutas, como obstrução da Justiça.

Em 2021, o governo de Joe Biden anunciou sanções contra a Rússia em resposta às conclusões da inteligência americana sobre operações de influência relacionadas à eleição de 2016 e a um grande ataque cibernético contra órgãos federais dos EUA.

No entanto, uma avaliação pública da comunidade de inteligência norte-americana divulgada no mesmo ano afirmou não ter encontrado evidências de que qualquer país estrangeiro tenha alterado tecnicamente a votação de 2020, incluindo registros de eleitores, cédulas, sistemas de apuração ou resultados.

Além disso, tribunais, auditorias eleitorais e o Departamento de Justiça dos Estados Unidos informaram não ter identificado provas de fraude eleitoral ou manipulação das urnas na eleição presidencial de 2020. Na época, a Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura (CISA) classificou o processo como “a eleição mais segura da história dos Estados Unidos”.

Com informações de Metrópoles
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