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O governo de São Paulo enviará neste domingo (28) um novo contingente para reforçar a missão brasileira de ajuda humanitária na Venezuela, país devastado pelos terremotos registrados na última quarta-feira (24).

A equipe será composta por 16 bombeiros militares especializados em busca e salvamento em estruturas colapsadas e um integrante da Defesa Civil paulista, que atuarão nas operações de resgate e coordenação das ações em campo.

Além do efetivo, a missão levará equipamentos considerados estratégicos para o atendimento às áreas afetadas.

Segundo a Defesa Civil de São Paulo, serão enviados dois geradores de energia de última geração e um equipamento de internet via satélite, que permitirão maior autonomia das equipes e garantirão a comunicação em regiões onde os serviços essenciais foram interrompidos.

“Além do efetivo especializado, São Paulo também encaminhará dois geradores de energia de última geração e um equipamento de internet satelital, recursos estratégicos para garantir o funcionamento das operações em áreas afetadas pelo desastre”, informou a Defesa Civil.

O chefe de Operações do Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), tenente Ramatuel Silvino, destacou que os geradores possuem tecnologia que dispensa o uso de combustível.

“Os geradores são eletrônicos e por isso não dependem de combustível, consequentemente não emitem poluentes. Com isso, podemos utilizá-los, por exemplo, em um local confinado, pois não há risco de contaminação do ar pela emissão de gases da queima da gasolina”, explicou.

Tragédia na Venezuela

Segundo o balanço mais recente divulgado pelas autoridades venezuelanas, os terremotos já deixaram 1.430 mortos e 3.338 feridos.

Embora ainda não exista um número oficial de desaparecidos, plataformas organizadas pela sociedade civil apontam que mais de 50 mil pessoas seguem desaparecidas.

Os dois terremotos, de magnitudes 7,5 e 7,2, ocorreram com intervalo inferior a um minuto e provocaram o desabamento de edifícios, além de causar graves danos à infraestrutura em diversas cidades do país.

Milhares de pessoas permanecem desabrigadas enquanto equipes nacionais e internacionais continuam as operações de busca, resgate e assistência humanitária.

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