O secretário do Exército dos Estados Unidos, Dan Driscoll, apresentou sua renúncia à Casa Branca após meses de tensão com o secretário de Defesa, Pete Hegseth, segundo uma fonte ouvida pela agência Reuters. A saída, caso seja confirmada pelo governo, representa mais uma mudança de alto escalão no Pentágono durante a gestão do presidente Donald Trump.

Ainda não estava claro se a Casa Branca havia aceitado formalmente a renúncia. O Departamento do Exército também não confirmou a informação. A notícia foi divulgada inicialmente pelo Wall Street Journal.

Driscoll é considerado próximo do vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, e se tornou conhecido também fora do Pentágono após ser escolhido por Trump para participar das negociações entre Rússia e Ucrânia com o objetivo de buscar uma solução para a guerra entre os dois países.

A participação de um secretário do Exército em uma missão diplomática desse tipo chamou atenção em Washington, já que a função normalmente está relacionada à administração e à preparação das forças terrestres dos Estados Unidos, e não à condução direta de negociações internacionais.

Segundo veículos da imprensa americana, Driscoll e Hegseth mantinham uma relação marcada por divergências frequentes desde que o secretário de Defesa assumiu o cargo, em janeiro de 2025. Os atritos teriam se intensificado nos últimos meses e contribuído para um ambiente de tensão dentro da estrutura de comando do Exército.

Um dos episódios que teria aumentado a insatisfação de Driscoll foi a saída do general Randy George do cargo de chefe do Estado-Maior do Exército, atribuída a uma decisão de Hegseth. A mudança teria provocado novas divergências entre os dois integrantes do alto escalão da Defesa.

A possível saída de Driscoll ocorre ainda em um momento delicado para as Forças Armadas americanas. Os Estados Unidos permanecem envolvidos em operações militares contra o Irã, enquanto milhares de soldados americanos estão posicionados em diferentes pontos do Oriente Médio.

A Casa Branca, por sua vez, destacou o desempenho de Driscoll durante sua passagem pelo Departamento do Exército. Em comunicado, a porta-voz Anna Kelly afirmou que o secretário foi importante para implementar a agenda de Trump, com foco no fortalecimento militar, na preparação das tropas e na capacidade operacional das Forças Armadas.

Segundo a Casa Branca, Driscoll também teve papel relevante nas negociações relacionadas à guerra entre Rússia e Ucrânia, além de atuar em operações militares consideradas históricas durante o período em que esteve no cargo.

Caso a renúncia seja oficialmente aceita, Driscoll será mais um nome de alto escalão a deixar o Pentágono sob o comando de Hegseth. A sequência de mudanças tem gerado atenção em Washington, principalmente diante da participação dos Estados Unidos em diferentes frentes militares e do aumento das responsabilidades das Forças Armadas americanas no exterior.

Até o momento, não havia sido informado quem poderá assumir o comando do Departamento do Exército caso a saída de Driscoll seja confirmada.

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