
O homem preso em flagrante por invadir o apartamento de uma nutricionista e tentar estuprá-la em Barueri, na Grande São Paulo, possuía uma extensa ficha criminal, incluindo uma condenação definitiva por estupro, e cumpria livramento condicional no momento do crime. Além disso, ele era alvo de uma medida protetiva de urgência concedida em favor de outra mulher.
As informações constam nos autos do inquérito conduzido pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Barueri. O suspeito, Wellington de Oliveira Santos, de 37 anos, foi indiciado por tentativa de estupro, lesão corporal e violação de domicílio.
Condenação por estupro e roubo
De acordo com os documentos judiciais, Wellington foi condenado por estupro e roubo qualificado após um crime cometido em julho de 2015.
A sentença foi proferida em julho de 2016, fixando pena de 11 anos e 4 meses de prisão em regime fechado. Em setembro de 2017, o Tribunal de Justiça de São Paulo manteve integralmente a condenação, tornando-a definitiva.
Após cumprir parte da pena, o condenado obteve progressão para o regime semiaberto em 2020 e passou a cumprir livramento condicional em julho de 2021.
Segundo a legislação, a prática de um novo crime doloso durante o período de livramento pode resultar na revogação do benefício e no retorno ao cumprimento da pena.
Medida protetiva estava em vigor
Em novembro de 2025, meses antes do ataque à nutricionista, Wellington voltou a ser alvo de investigação na Delegacia de Defesa da Mulher de Barueri por suspeitas de violência doméstica, dano e violação de domicílio.
Na ocasião, a Justiça concedeu medidas protetivas de urgência que proibiam qualquer contato com a vítima, além de determinar distância mínima de 300 metros e restrições de frequência a determinados locais.
As medidas permaneciam válidas quando o suspeito praticou os novos crimes, fator considerado relevante pelas autoridades durante a análise do caso.
Histórico criminal
A ficha do investigado registra ainda outras ocorrências ao longo dos anos.
Em 2018, ele respondeu a um termo circunstanciado por lesão corporal em Guarulhos. Há também registros anteriores em Barueri e uma passagem pela Fundação Casa quando adolescente, em 2004.
Ataque dentro do apartamento
O crime ocorreu em 23 de maio de 2026, quando Wellington entrou sem autorização em um condomínio residencial em Barueri e chegou ao apartamento da vítima, uma nutricionista de 35 anos.
Segundo a investigação, ele acessou o prédio sem ser abordado, entrou no imóvel e passou a ameaçar a mulher, afirmando estar armado e tentando retirar suas roupas.
A vítima reagiu utilizando técnicas de jiu-jitsu, conseguindo imobilizar o agressor durante a luta corporal. Após cerca de 30 minutos de agressões e resistência, ela conseguiu escapar para o corredor e pedir ajuda aos moradores.
A nutricionista sofreu hematomas, escoriações e outras lesões pelo corpo, sendo encaminhada para atendimento médico.
Justiça manteve prisão
A prisão em flagrante foi convertida em prisão preventiva durante audiência de custódia.
Na decisão, o magistrado destacou a gravidade dos fatos, a reincidência em crime sexual, o cumprimento de livramento condicional e a existência de medida protetiva ativa em favor de outra mulher.
Por se tratar de crime considerado hediondo pela legislação brasileira, não houve possibilidade de concessão de fiança.
O caso segue sendo investigado pela Delegacia de Defesa da Mulher de Barueri.







