
O Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM) aplicou multas ao prefeito de Iranduba, Augusto Ferraz (União Brasil), e à secretária municipal de Saúde, Luana Ferraz, por irregularidades na contratação de servidores da área da saúde. A decisão, publicada no Diário Oficial da Corte, fixa penalidades que somam mais de R$ 45 mil e ainda determina a revisão imediata dos vínculos considerados ilegais.
A punição tem como base o Acórdão nº 491/2026, que julgou procedente uma representação da Secretaria-Geral de Controle Externo (Secex). A análise identificou que agentes comunitários de saúde (ACS) e agentes de combate às endemias (ACE) foram contratados em 2024 sem a realização de processo seletivo público, contrariando a legislação.
Por unanimidade, os conselheiros entenderam que houve infração grave às normas que regem a administração pública. Com isso, foi aplicada multa individual de R$ 22.771,43 tanto ao prefeito quanto à titular da pasta da Saúde. Os gestores têm prazo de 30 dias para efetuar o pagamento ao Fundo de Apoio ao Exercício do Controle Externo (FAECE), sob risco de cobrança judicial.
Além das multas, o TCE-AM determinou que a Prefeitura de Iranduba rescinda, no prazo máximo de 60 dias, os contratos temporários firmados de forma irregular, caso ainda estejam vigentes. O município também deverá comprovar ao Tribunal a adoção das medidas exigidas.
A Corte reforçou que futuras contratações para essas funções devem ocorrer exclusivamente por meio de processo seletivo público, conforme prevê a Constituição. A apuração teve origem em denúncia encaminhada à Ouvidoria do próprio Tribunal.
A decisão amplia a pressão sobre a gestão municipal, que já vinha sendo alvo de questionamentos por parte de órgãos de controle em relação ao cumprimento de normas legais, especialmente na área da saúde.
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