
A primeira-dama do Amazonas, Thaisa Cidade, afirmou estar sendo alvo de uma “perseguição” e que recebeu quatro processos em um único dia. Em vídeo publicado nas redes sociais, ela disse que as ações seriam uma tentativa de “calar” sua voz, mas garantiu que não pretende interromper suas atividades nem sua atuação em defesa das mulheres.
“Acabei de assinar aqui mais quatro processos. Acabou de sair aqui um oficial de justiça e eu venho sendo perseguida. E o que mais me choca: por uma mulher”, declarou.
Thaisa não identifica, no trecho divulgado, a autora dos processos nem detalha o conteúdo das ações judiciais. As afirmações de perseguição e tentativa de censura são, portanto, alegações feitas pela primeira-dama no vídeo.
Segundo ela, os processos estariam relacionados à sua atuação pública e às manifestações que vem fazendo.
“Pelo simples fato de eu estar trabalhando todos os dias, por estar buscando o melhor pelas pessoas do nosso Estado, por estar exercendo a minha função como Primeira-Dama do Estado, como presidente do Fundo de Promoção Social, e as pessoas estão querendo me calar, estão querendo me parar”, afirmou.
“Eu não vou parar”
O momento mais contundente do pronunciamento ocorreu quando Thaisa afirmou que a judicialização não mudará sua postura.
“Mas eu quero dizer para vocês que eu não vou parar. Eu vou continuar trabalhando”, declarou.
Mais adiante, ela reforçou o posicionamento ao recordar sua trajetória profissional.
“Eu sou uma mulher livre, independente, empreendedora, gestora escolar desde muito cedo. Eu sempre trabalhei, eu sempre fui em busca dos meus objetivos e não são processos como esses que vão me fazer parar”, disse.
Thaisa afirmou ainda que pretende transformar os episódios em motivação para ampliar sua atuação.
“Pelo contrário: eu vou continuar trabalhando e vou continuar lutando por essa causa tão importante, que é a causa da mulher”, acrescentou.
Primeira-dama cita mães atípicas e vítimas de violência
No vídeo, Thaisa relacionou sua decisão de continuar trabalhando às mulheres que afirma encontrar durante suas agendas, citando nominalmente uma mãe atípica e uma mulher que teria sido vítima de violência.
Segundo a primeira-dama, sua atuação continuará voltada, entre outros públicos, às mães atípicas e às mulheres vítimas de violência no Amazonas.
Ela também defendeu que as mulheres tenham liberdade para ocupar diferentes espaços na sociedade.
“Eu quero que vocês saibam que o meu sentimento é que vocês também possam estar onde vocês quiserem, ocupar o lugar que vocês quiserem, porque toda mulher merece ser protagonista”, afirmou.
“Preocupados com as próximas gerações”
Ao encerrar o desabafo, Thaisa deu tom político à manifestação e fez uma comparação entre sua atuação e a de pessoas que, segundo ela, estariam concentradas na disputa eleitoral.
“Enquanto tem pessoas preocupadas somente com as eleições, nós estamos preocupados com as próximas gerações”, declarou.
O material divulgado informa ainda que a primeira-dama pretende continuar participando de agendas institucionais e políticas e contribuindo com propostas direcionadas às mulheres, incluindo auxílio financeiro para mães atípicas, ampliação de delegacias especializadas e a criação de um Hospital da Mulher.







