
Três homens foram presos nesta sexta-feira (4), em Manaus, durante uma operação do 1º Distrito Integrado de Polícia (1º DIP) que investiga um suposto esquema de comercialização clandestina de medicamentos e produtos utilizados em tratamentos terapêuticos e procedimentos estéticos. Durante a ação, uma carga avaliada inicialmente em R$ 100 mil foi apreendida.
Entre os materiais encontrados estão as chamadas “canetas emagrecedoras”, além de botox, retatrutida, tirzepatida e GHK-Cu. Conforme a Polícia Civil, alguns produtos apresentam possíveis sinais de falsificação ou adulteração.
As investigações tiveram início há aproximadamente 20 dias, após a polícia receber denúncias sobre a entrada irregular das mercadorias em Manaus. Segundo os investigadores, os produtos eram trazidos principalmente do Paraguai e da Guiana e posteriormente distribuídos na capital.
A polícia apura ainda se clínicas médicas e odontológicas e centros de estética estavam entre os possíveis compradores dos produtos.
Investigação
Durante cerca de três semanas, os policiais acompanharam a movimentação em uma vila de quitinetes localizada na Rua Dom Pedro I, no bairro São Jorge, zona oeste de Manaus.
De acordo com a investigação, o imóvel apresentava movimentação frequente de pessoas envolvidas no recebimento e na distribuição das mercadorias.
Com autorização judicial, os agentes cumpriram mandado de busca no local e localizaram aproximadamente 100 unidades de produtos destinados a finalidades terapêuticas, medicinais e estéticas.
Parte do material será encaminhada para perícia técnica, que deverá verificar a autenticidade, composição, procedência e condições de uso das substâncias.
A preocupação da Polícia Civil é que produtos falsificados, adulterados ou sem controle adequado de qualidade possam ter sido utilizados diretamente em pacientes e clientes, colocando a saúde dessas pessoas em risco.
Presos
Um dos presos é Octavio César Santos Miranda, que, segundo a polícia, já havia sido detido em outras três ocasiões em investigações relacionadas ao tráfico de drogas. Ele também possui antecedentes por porte ilegal de arma de fogo e receptação, conforme informado pelos investigadores.
Os outros dois presos foram identificados como Ewerton da Silva Trindade e Davimar Costa da Mota.
As investigações continuam para identificar outros possíveis integrantes do esquema, incluindo fornecedores e distribuidores. A Polícia Civil também pretende descobrir quais estabelecimentos teriam adquirido os produtos e verificar se alguma das substâncias suspeitas chegou a ser utilizada em pacientes ou clientes.







