
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou nesta terça-feira (16) os recentes ataques israelenses ao Líbano e afirmou que a Síria deveria assumir um papel maior no enfrentamento ao grupo xiita Hezbollah. As declarações foram feitas a jornalistas em Évian-les-Bains, na França, onde ocorre a cúpula do G7.
Durante a conversa com a imprensa, Trump também direcionou críticas ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmando que o governo israelense deveria agir com mais responsabilidade em relação ao conflito no Líbano.
Segundo o presidente norte-americano, os ataques realizados por Israel em áreas urbanas durante as negociações diplomáticas envolvendo Estados Unidos e Irã geraram preocupação. Trump questionou o uso de operações militares em regiões densamente povoadas e afirmou que nem todos os moradores dos locais atingidos possuem ligação com o Hezbollah.
Acordo com o Irã permanece em pauta
As declarações ocorreram poucos dias após o anúncio de um memorando de entendimento entre Estados Unidos e Irã voltado à redução das tensões no Oriente Médio.
O acordo prevê medidas como a suspensão de ações militares na região, a reabertura do Estreito de Ormuz e o encerramento do bloqueio naval norte-americano contra embarcações ligadas a portos iranianos. Questões relacionadas ao programa nuclear iraniano e à liberação de ativos congelados também fazem parte das negociações.
Trump afirmou que a próxima etapa das conversas deverá ser mais simples e voltou a reforçar a posição de Washington contra o desenvolvimento de armas nucleares pelo Irã.
Apesar das divergências envolvendo as operações militares israelenses no Líbano, o presidente norte-americano declarou acreditar que o entendimento firmado com Teerã pode continuar avançando. Segundo ele, o principal foco das negociações permanece sendo o programa nuclear iraniano, enquanto o conflito envolvendo o Hezbollah representa uma questão regional separada dentro do cenário mais amplo do Oriente Médio.
As declarações acontecem em um momento de incerteza diplomática na região, após autoridades israelenses indicarem que pretendem manter operações militares no sul do Líbano, mesmo após os avanços nas negociações entre Estados Unidos e Irã.
Com informações de Metrópoles







