
A Ucrânia realizou, na madrugada desta quarta-feira (10), uma ampla ofensiva com drones e mísseis contra diferentes regiões da Rússia. Segundo o Ministério da Defesa russo, os sistemas de defesa aérea interceptaram 326 drones durante a operação, considerada uma das maiores dos últimos meses.
De acordo com as autoridades russas, os ataques atingiram ou tiveram como alvo ao menos 20 regiões, incluindo Belgorod, Bryansk, Kursk, Rostov, Ryazan, Volgogrado, Saratov, Samara, Moscou, Crimeia e áreas próximas ao Mar Negro.
Um dos principais focos da ofensiva foi a região de Samara, localizada a cerca de 900 quilômetros de Moscou. O governador regional, Vyacheslav Fedorishchev, orientou a população a permanecer em locais protegidos e afastada de janelas durante os alertas aéreos. Até o momento, não foram relatadas vítimas civis.
Entre os danos registrados está o impacto contra a refinaria de petróleo Kuibyshev, pertencente à estatal petrolífera Rosneft. A instalação é considerada uma das principais da região e já havia sido afetada por ataques anteriores. Autoridades locais informaram que a estrutura sofreu novos danos durante a ofensiva.
Outro alvo atingido foi a empresa de defesa VNIIR-Progress, localizada na região de Cheboksary. Segundo informações divulgadas pelo Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia, a fábrica produz equipamentos utilizados pelo Exército russo, incluindo antenas e receptores de navegação por satélite empregados em sistemas militares e drones.
Na região de Moscou, o prefeito Sergei Sobyanin informou que ao menos 12 drones foram interceptados antes de alcançarem a capital russa.
Museu histórico na Crimeia sofre danos após bombardeio
Autoridades russas também relataram danos ao edifício panorâmico “Defesa de Sebastopol 1854–1855”, localizado na cidade de Sebastopol, na Crimeia. O complexo abriga um dos mais conhecidos museus panorâmicos do mundo e é dedicado aos eventos da Guerra da Crimeia, ocorrida no século XIX.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores da Rússia, o ataque provocou um incêndio de grandes proporções no local. Equipes de emergência e dezenas de caminhões de bombeiros foram mobilizados para controlar as chamas.
A porta-voz da chancelaria russa, Maria Zakharova, classificou a ação como um ataque a um patrimônio histórico. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, também condenou o bombardeio e afirmou que o museu será restaurado após os danos causados.
A nova ofensiva ocorre em meio à continuidade do conflito entre Rússia e Ucrânia, marcado por ataques cada vez mais frequentes a instalações militares, energéticas e estratégicas em ambos os lados da fronteira.
Com informações de Brasil de Fato







