Reprodução

Miguel de Mello Bueno, de 9 anos, encerrou uma batalha de três anos contra a leucemia após passar por 112 sessões de quimioterapia. O tratamento contra a leucemia linfoblástica aguda, diagnosticada quando ele tinha apenas 6 anos, foi concluído em 28 de julho, no Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba. Agora, o menino começa uma nova etapa da vida, com o retorno às aulas e a retomada da rotina depois de um longo período dedicado ao tratamento.

Durante os três anos, Miguel enfrentou uma rotina intensa de medicamentos e sessões de quimioterapia que, em alguns momentos, chegavam a durar 24 horas. O tratamento também exigiu afastamento da escola e mudanças no cotidiano da família.

Mesmo diante das dificuldades, o menino afirma que procurou manter o otimismo desde o momento em que recebeu o diagnóstico. Segundo ele, quando sua mãe contou que estava doente, sua primeira reação foi acreditar que conseguiria superar a doença.

“Quando eu descobri e minha mãe me contou, eu falei para ela que ia dar tudo certo”, contou Miguel em entrevista ao SBT Notícias. O garoto afirmou ainda que, mesmo diante das intercorrências durante o tratamento, continuou acreditando que estava se recuperando.

A leucemia linfoblástica aguda é um dos tipos de câncer mais frequentes na infância. O tratamento pode envolver diferentes etapas e exige acompanhamento médico contínuo, além de procedimentos que podem ser bastante desgastantes para os pacientes.

No caso de Miguel, a jornada foi marcada por longos períodos no hospital, medicamentos e transfusões de sangue. Agora, com o encerramento da quimioterapia, ele começa a deixar para trás parte da rotina imposta pela doença.

Um dos momentos mais aguardados é o retorno à escola. Miguel precisou interromper os estudos durante o tratamento e agora pretende voltar às aulas do quarto ano e recuperar gradualmente a rotina escolar.

A experiência também influenciou os planos do menino para o futuro. Quando questionado sobre a profissão que pretende seguir quando crescer, Miguel responde que quer ser médico, inspirado especialmente pela oncologista que acompanhou seu tratamento.

“Minha médica é uma médica oncologista e o meu sonho é ser um”, afirmou.

Apesar da pouca idade, Miguel diz que os anos de tratamento deixaram ensinamentos que pretende carregar pelo resto da vida. Para ele, a experiência mostrou que mesmo quando uma situação parece difícil demais, é possível encontrar forças para continuar.

“Sempre que você sentir que não vai mais aguentar, você consegue. Viva um dia como se fosse o último, porque nunca se sabe o que vai acontecer no outro”, declarou.

Além de contar a própria história, Miguel também passou a chamar atenção para a importância da doação de sangue e de medula óssea. Durante o tratamento, ele precisou receber transfusões e sabe, na prática, como a solidariedade de doadores pode fazer diferença na vida de pacientes que enfrentam doenças graves.

O menino aproveita a própria experiência para incentivar outras pessoas a contribuírem com os estoques dos hemocentros e com os cadastros de doadores de medula.

“Eu falo para todo mundo sobre doação de sangue e de medula, porque vocês podem salvar a vida de crianças que ainda podem viver muito mais”, afirmou.

Depois de 112 sessões de quimioterapia e três anos de tratamento, Miguel agora inicia uma fase marcada por novos planos. O retorno à escola, o sonho de se tornar médico e o desejo de conscientizar outras pessoas sobre a importância da doação fazem parte desse novo capítulo.

Artigo anteriorEleições 2026: Câmara tem menos candidatos do que em 2022
Próximo artigoCom mais de 15 mil pessoas no Tarumã Fest, Débora Menezes lança campanha e reafirma compromisso com a defesa das crianças, famílias e das mulheres do Amazonas